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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cérebro começa a declinar a partir dos 45 anos, diz estudo Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade.

Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.

O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.

Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas. Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.

Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.

"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.

"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.

Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.

Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.

"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.

"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."

O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis. "Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.

"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano-Novo", completou.

Ser velho aos 65 anos?

01 OUT 08
No Dia Internacional do Idoso, o Mais Cedo ou Mais Tarde tenta perceber o que é ser velho quando se tem 65 anos. As estatísticas do INE revelam que há cada vez mais gente com 60 ou mais anos. Serão velhos? Como lidam com essa realidade? Que imagem têm de si próprios? Com que qualidade de vida? Para nos ajudar a responder a estas e outras perguntas convidámos Adalberto Dias Carvalho, docente no ISCET e investigador da Universidade do Porto, e Maria Dolores Monteagudo, médica geriatra, docente e coordenadora científica da pós-graduação em gerontologia da Universidade Fernando Pessoa.  


04 NOV 04 
A esperança de vida aumenta e a população portuguesa envelhece a passos largos. No Congresso de Gerontologia, que começa hoje no Porto, discute-se o que é que se pode fazer para que a longevidade dos idosos seja acompanhada de qualidade de vida. Queremos ouvir a sua opinião. Para participar no fórum pode inscrever-se através do número de telefone 808 202 173. De Segunda a Sexta, das 15h10m às 16h50m 

 

Especialistas apresentam relatório oficial

Publicado a 08 SET 03 às 00:00

Especialistas franceses de Saúde apresentam esta segunda-feira o primeiro relatório oficial onde se explica porque é que as autoridades de Paris não conseguiram evitar a morte de milhares de pessoas durante a vaga de calor de Agosto.
Segundo o governo francês, 11.425 pessoas morreram em consequência da vaga de calor que atingiu o país durante o mês de Agosto. As temperaturas alcançaram valores acima dos 40 graus e vitimaram na sua maioria idosos que se encontravam sozinhos em casa, em hospitais ou casas de repouso.
O ministro da Saúde, Jean-Francois Mattei, solicitou aos especialistas que analisassem porque é que as entidades oficiais não anteciparam o problema e o que poderia ter sido feito para minorar a crise.
A equipa de especialistas que hoje apresenta o relatório ouviu especialistas em gerontologia, emergência médica e epidemiologia.


Fonte:http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional Interior.aspx?content_id=814046

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Projecto pioneiro na UMa previne quedas dos idosos

«ProBalance» educa para a prevenção
Projecto pioneiro na UMa previne quedas dos idosos
O projecto denomina-se «ProBalance - Prehabilitation e enfermagem de reabilitação: Equilíbrio/risco de queda em adultos idosos residentes na comunidade», e destina-se a pessoas entre os 65 e os 80 anos de idade, que «tenham sofrido alguma queda no ano anterior ou que apresentem algum problema de equilíbrio, embora sendo capazes de andar autonomamente», explicou, ao Jornal da Madeira, Bruna Ornelas de Gouveia, investigadora responsável pelo programa.
Segundo esta professora assistente convidada do Centro de Competência Tecnologias da Saúde Universidade da Madeira (UMa) e doutoranda na Universidade do Porto, o tema da “prevenção” ganha cada vez maior importância e interesse entre os utentes e os especialistas da «saúde pública». Para a comunidade em geral, representa uma «mais-valia a todos os níveis da qualidade de vida».

Características do projecto em avaliação

O projecto «ProBalance» vai nesse sentido de «optimizar as habilidades motoras da pessoa, antes que ela as perca». Neste momento, «está numa fase preliminar, ou seja, de captação de voluntários, aderentes, para a sua avaliação e estudo nesta área».
Até agora já aderiram ao projecto cerca de 60 pessoas, colaboradores que se dispõem a “avaliar” o eventual “risco” a que estão sujeitos, devido ao “declínio da idade” ou outros factores naturais. E, nesta situação, o que se pretende é «trabalhar o equilíbrio, de modo a prevenir o efeito negativo da queda», esclarece a enfermeira especialista em reabilitação.
«Esta intervenção contempla, além da componente educativa, sessões práticas de treino de equilíbrio, por um período de três meses, para todos os participantes interessados e com critérios de inclusão», explica Bruna Ornelas de Gouveia.
O «ProBalance» em curso na Universidade da Madeira é para se desenvolver durante um ano e está a ser dinamizado por uma equipa constituida, essencialmente, por enfermeiros e profissionais da área da Educação Física e Desporto da UMa.
Em resumo: «porque todos os idosos apresentam risco de queda acrescido; pela relevante incidência de quedas verificada na nossa população num estudo anterior realizado na Universidade da Madeira; e pelas consequências potencialmente devastadoras destes acontecimentos para as pessoas com mais idade, e para a sociedade, considerámos pertinente desenvolver este estudo de intervenção, que visa a prevenção das quedas e a optimização do equilíbrio e mobilidade dos adultos idosos residentes na comunidade», disse ao JM Bruna Ornelas de Gouveia, que está a fazer o doutoramento neste campo sob a orientação científica das Professoras Doutoras Helena Jardim (UMa), Manuela Martins (ESEP) e Debra Rose (Cal State Fullerton, EUA).

Participação é gratuita inscrições abertas

A participação no «ProBalance» é voluntária e gratuita. Mais informações pelo telefone: 924065152 ou 291 705140; ou e-mail: projecto.probalance@gmail.com

Programa contempla exercícios de educação sobre o “equilíbrio”

O «ProBalance é um projecto de investigação que pretende testar uma intervenção multidimensional com o objectivo de melhorar o equilíbrio e prevenir quedas em idosos». Conta com uma vasta equipa de especialistas. E tem a aprovação das principas entidades oficiais da área da saúde na Região, nomeadamente a Comissão de Ética e o SESARAM, EPE.
As avaliações de saúde e as sessões de exercício/reabilitação realizam-se na Universidade da Madeira. As inscriçõs são gratuitas e podem ser feitas através do telefone (924065152 ou 291705140).

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Curta metragem a não perder, até ao próximo dia 5 de Novembro no Teatro do Bairro Alto, às 21.00.

PERDIDA MENTE
Um padeiro que é despedido porque põe as botas a cozer no forno e uma filha que aprende a viver com um pai que se perde à medida que as suas memórias (“lembrança”) se vão desvanecendo.

Curta metragem a não perder, até ao próximo dia 5 de Novembro no Teatro do Bairro Alto, às 21.00h.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

IPSS vão recuperar metade do IVA e ficam isentas de IRC

O Orçamento de Estado de 2012 determina o fim das isenções de IRC, mas prevê que as IPSS e as instituições comparadas sejam excepção à regra e posem continuar a beneficiar de isenção. Quanto à medida proposta pelo anterior governo, de acabar com a devolução do IVA das obras e investimentos das instituições particulares de solidariedade social - o OE2012 estipula que novas obras pagarão IVA (23%) mas beneficiarão do seu reembolso em 50% do seu montante (na prática pagarão 11,5%).
Lino Maia, presidente da CNIS, realça o “frutuoso diálogo e sensibilidade do Ministro da Solidariedade” que teve em consideração o papel importante das IPSS e economia solidária no combate à crise e protecção dos mais desfavorecidos. “Não é o que queríamos, continua a luta... para a equiparação as autarquias, mas é bem melhor do que aquilo que se previa a partir do que se passou no ano passado e do que previa o programa de assistência da troika. Em relação às obras em curso (iniciadas até trinta e um de Dezembro de dois mil e dez) e às candidaturas (aceites até trinta e um de Dezembro de dois mil e dez) continuarão a recuperar todo o seu montante.
No Orçamento está ainda confirmada a extinção do IDT – Fórum Nacional Álcool e Saúde. Lino Maia assegura que “a CNIS assinou a carta compromisso e apresentou em tempo oportuno uma proposta compromisso. Ficam-se a aguardar os desenvolvimentos sobre a matéria.”
 

OE 2012: CNIS saúda alívio da carga fiscal
Restituição de 50% do IVA suportado com obras e manutenção da isenção de IRC são as medidas em causa.


O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) manifestou hoje a sua satisfação pelas medidas previstas no Orçamento de Estado (OE) para 2012 que visam aliviar a carga fiscal nas IPSS.

“São sobretudo sinais positivos, não muito quantificáveis, mas positivos, sem dúvida”, disse o padre Lino Maia à Agência ECCLESIA, falando em “muito diálogo e esforço da CNIS junto do Governo”.
Em causa estão a restituição de 50% do IVA suportado “com a construção, manutenção e conservação de imóveis”, prevista no artigo 171.º do OE 2012, e a manutenção do regime de isenção do IRC para as Instituições de Solidariedade, que chegou a ser questionado aquando da assinatura do acordo com a ‘troika’ (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).
O presidente da CNIS diz que a medida ajudará na execução de “obras de beneficiação e recuperação” e não “propriamente obras novas”.
“É um benefício, mas é evidente que a nossa campanha, digamos assim, a nossa luta está em que seja revisto todo este sistema fiscal. Penso que as Instituições deverão no futuro – eu queria que fosse já – poder beneficiar do mesmo regime das autarquias, mas já há um sinal positivo” no novo OE, indica o padre Lino Maia.
No último dia 13, o primeiro-ministro português anunciara que o OE 2012 iria acautelar a “fiscalidade das Instituições Públicas de Solidariedade Social” (IPSS), falando num momento de “emergência nacional”.
“Ao contrário do que estava previsto no Programa de Assistência, acautelaremos a fiscalidade das Instituições Públicas de Solidariedade Social”, disse Pedro Passos Coelho.
O OE para 2012 retoma assim a restituição do IVA na aquisição de bens e serviços relacionados com a atividade desenvolvida pelas IPSS, independentemente da confissão religiosa a que possam ou não estar ligadas, prevista nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 20/90, que tinha sido revogado no OE de 2011.
Nos últimos meses, as IPSS tinham o direito à restituição de um montante equivalente ao IVA suportado em operações que se encontrassem em curso até 31 de dezembro de 2010, bem como naquelas que estavam já contratualizadas ou com decisão de aprovação da candidatura.
in agencia ecclesia

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Alzheimer afecta cerca de 110 mil portugueses

22 Setembro, 2011 - 11:20

Aproximadamente 110 mil portugueses sofrem com a doença de Alzheimer, revelou a Associação Alzheimer Portugal/Norte, que defende a criação de um plano nacional de combate aos vários tipos de demência.
O presidente da associação, António Proença, afirmou, em declarações à Lusa, que cerca de 150 mil portugueses sofrem com patologias mentais, sendo que, destes, 110 mil têm Alzheimer.

Perante esta realidade, o responsável destaca que é urgente criar um plano de âmbito nacional para combater os vários tipos de demência existentes, bem como desenvolver estruturas de apoio às famílias dos doentes.

António Proença alerta ainda, que, actualmente, as unidades da saúde que têm a capacidade de receber e tratar pacientes com Alzheimer em Portugal são "escassas ou praticamente nenhumas".

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Alimentos que ajudam....


Vitamina C dissolve proteína tóxica que causa a doença de Alzheimer

2011/08/23 | Alert Online |

Cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram que a vitamina C é capaz de dissolver a proteína tóxica que causa o início da doença de Alzheimer no cérebro. O estudo foi publicado no “Journal of Biological Chemistry “.

O cérebro de pessoas com Alzheimer apresenta acumulação de placas amilóides. Estas placas causam a morte das células nervosas no cérebro e os primeiros nervos que são atingidos são os do centro da memória.

Em comunicado de imprensa, Katrin Mani, especialista em medicina molecular da Universidade de Lund, explicou que quando trataram “o tecido cerebral de ratos, manipulados para apresentarem Alzheimer, com a vitamina C, observámos que a proteína tóxica se dissolvia."

Estes resultados mostram, segundo a investigadora, um modelo até então desconhecido pelo qual a vitamina C afecta as placas amilóides. "Outro dado interessante verificado é que a vitamina C não necessita vir de frutas frescas. As nossas experiências mostraram que a vitamina C também pode ser absorvida em maiores quantidades na forma de ácido dehidroascórbico, proveniente de sumo que passou a noite no frigorífico, por exemplo ", acrescenta.

Actualmente, não existe um tratamento que cure a doença de Alzheimer, mas os cientistas continuam a investigar novas vias que possam conduzir a fármacos e métodos para atrasar e reduzir a progressão desta doença, combatendo os seus sintomas.

Os antioxidantes como a vitamina C têm um efeito protector contra diversas doenças, desde resfriados comuns a enfartes do miocárdio e demência, e são por isso objecto de estudo para muitos cientistas.

Para Katrin Mani, "a ideia de que a vitamina C possa ter um efeito positivo sobre a doença de Alzheimer é controversa, mas os nossos resultados fornecem novas oportunidades para investigar esta doença e o potencial da vitamina C".


Fonte: Alert Online

sábado, 13 de agosto de 2011

Um dia, também eles foram jovens. Um dia, também nós seremos velhos.

A solidão é um dos maiores flagelos das sociedades modernas. Afecta novos e velhos de todas as classes sociais, embora, como sempre e em tudo, sejam as mais baixas quem mais sofre com o isolamento.

E porquê? Simplesmente por muitas vezes não terem sequer dinheiro para um bilhete de autocarro, para uma cadeira de rodas, para uma assistência social digna. O mundo atual preocupa-se mais com o capital do que com as pessoas. Vivemos num mundo em que os governos injetam milhões na banca mas esquecem os mais deprotegidos.

Esta série documental de vídeos tem como objectivo fazer-nos refletir, pensar sobre o tipo de sociedade em que vivemos, para onde caminha o mundo que estamos a construir. Pensar se respeitamos suficientemente os nossos idosos, se os fazemos sentirem-se úteis, se queremos aprender com eles o que não podemos aprender com mais ninguém e em mais lado nenhum.

Um dia, também eles foram jovens. Um dia, também nós seremos velhos.

Pedro Neves


Ler mais:http://aeiou.expresso.pt/solidao-em-portugal-especial-multimedia=f651132#ixzz1Uwz9y5jD

terça-feira, 19 de abril de 2011

Medina Carreira: pensões serão simbólicas (vídeo)

O fiscalista Medina Carreira, em entrevista exclusiva ao Expresso, alerta que entre 10 a 20 anos não haverá dinheiro para pagar as pensões de reforma.


http://aeiou.expresso.pt/medina-carreira-pensoes-serao-simbolicas-video=f643981

Expresso TV: Segunda feira, 18 de Abril de 2011.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CONFERÊNCIA: SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL e SNOEZELEN PARA IDOSOS

Nos dias 28 e 29 de Abril de 2011 irá decorrer na Universidade Lusíada de Lisboa o Seminário Solidarity Between Generations.
É uma iniciativa coordenada e organizada pela Cooperativa de Solidariedade Social CO(OP)RAÇÃO, mas que conta com a participação de diversas organizações europeias.

Este seminário une dois projectos em torno do mesmo tema: a solidariedade e as práticas intergeracionais. Act Age é um projecto no âmbito do Programa Juventude em Acção que visa ser uma plataforma de discussão e intercâmbio de boas práticas, com base em contribuições teóricas e estudo de casos práticos sobre o desenvolvimento de ferramentas de educação não formal para práticas intergeracionais em projectos juvenis. O projecto How to Age in Europe, no âmbito do Programa Europa para Cidadãos, pretende levar as pessoas a debater e reflectir sobre a construção de uma Europa que enfrenta o envelhecimento como um desafio e uma oportunidade para promover a cidadania europeia, contando com o apoio de diversas organizações preocupadas com este assunto.

O evento será aberto a todos os profissionais na área da juventude com ou sem experiência e também para profissionais da área da gerontologia, sociologia, serviço social, animação sociocultural, psicologia, entre outras, que, directa ou indirectamente, contribuem para projectos intergeracionais, profissionais dos centros de dia e lares, professores, educadores de infância, profissionais de saúde, etc.

 Mais informações em: http://www.sbg-seminar.eu/



SNOEZELEN PARA IDOSOS
A palavra Snoezelen provém do Holandês Snuffelen - cheirar e Doezelen - tornar-se leve, relaxar. Tradicionalmente, na Holanda, onde nasceu, nos anos 60, o Snoezelen foi aplicado numa sala especial com um equipamento que oferecia múltiplos estímulos, envolvendo todos os sentidos, tanto para estimular como para relaxar. O principal objectivo no Snoezelen - abordagem multissensorial - é acompanhar a pessoa idosa no crescimento da aceitação da sua nova condição, na manutenção das suas capacidades, criando um contexto de calma e tranquilidade, motivador e desafiador, onde não existem exigências, expectativas ou opiniões, mas um lugar sagrado, longe de todos os espaços comuns e recolhido, onde todos os sentidos e experiências proporcionadas só para si mesmo, o seu tempo, as suas limitações, os seus sentimentos...
>
> Mais informações em: http://www.sbg-seminar.eu/
> Ou www.snoezelen-idosos.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

Solidariedade com os doentes com Alzheimer

Foram muitos os artistas que responderam sim ao convite e que abrilhantaram com a sua presença o concerto que teve lugar a partir das 18:00 e que tinha como mote "Contra a indiferença sê voluntário".

Katia Guerreiro, muito querida do público, esforçou demasiado a voz nos agudos, enquanto que Mafalda Arnauth esteve bem com a sobriedade que se lhe conhece.

Jorge Palma, exímio pianista, trouxe consigo a irreverência que lhe é habitual não deixando os seus créditos por mãos alheias.
Rita Guerra esteve bem, Quinta do Bill, João Pedreira, Muxima e os dois Miguéis cumpriram dando brilho a o espectáculo não lhe transmitindo, em nosso entender, a garra que lhes é própria.
De salientar a actuação dos Ensemble Escola de Jazz Luiz Villas-Boas/Hot Clube de Portugal que são a prova viva que o trabalho de Luis Villas-Boas deixou frutos.

A primeira parte do evento aconteceu entre as 15:00 e as 18:00, no espaço circundante da Praça de Touros, com tendas do Instituto Português do Sangue e do Centro de Histocompatibilidade do Sul que procederam à recolha de sangue e à identificação de potenciais dadores de medula.

Para além do público que não encheu o Campo Pequeno, estavam na assistência o Presidente da União das Misericódias, a Ministra da Saúde e a congénere da Cultura e outras figuras públicas ligadas à Área da Acção Social.

O resultado líquido desta iniciativa será utilizado para aquisição de materiais e equipamentos que contribuam para melhorar a qualidade de vida e bem-estar de doentes com Alzheimer, doença que tende a ter um crescimento exponencial no nosso país e que exige uma dedicação e um apoio excepcionais, tanto ao doente como à sua família/cuidadores, afirmou a organização.

Fonte: in Jornal HARDMUSICA



domingo, 6 de março de 2011

"Poesia: O Alzheimer num mundo cruel

http://aeiou.expresso.pt/poesia-o-alzheimer-num-mundo-cruel=f635361

"Poesia" é um filme sul coreano com uma história intensa, que nos remete para a doença de Alzheimer e para os contornos cruéis que a vida pode assumir.

Mija (Yun Jung-hee) é uma mulher de 66 anos que, recuperando uma antiga paixão nunca concretizada, inscreve-se em aulas de poesia. O professor diz-lhe que para encontrar a sua voz terá de observar verdadeiramente o que a rodeia. Só que a realidade de Mija irá revelar-se cada vez mais insuportável.

Ela é uma mulher numa posição extremamente vulnerável, que para lá dos subsídios que recebe do Estado, tem de sobreviver com o que ganha com um part-time a tomar conta de um idoso semi-paralizado por uma trombose. Por motivos não esclarecidos no filme, a filha, que vive numa outra cidade, deixou-lhe o encargo de, com os seus fracos rendimentos, tomar conta do neto.

A somar a esse quadro, um dia uma médica dá-lhe a trágica notícia que sofre de Alzheimer e que os primeiros sintomas, que já começou a sentir, irão em breve agravar-se. Pouco depois vem também a saber que o seu neto é um dos miúdos que repetidamente violaram uma colega de liceu que acabou para se suicidar.


Em ruptura com a hipocrisia

Para ocultar o crime, os pais dos outros miúdos planeiam pagar uma "indemnização" à mãe da vítima e Mija tem que arranjar a parte que lhe cabe pelo neto, mas não faz a mínima ideia como o irá fazer.

Nos telefonemas para a filha, Mija continua a ocultar tudo o que se está a passar. Os pais dos outros miúdos pressionam-na não só para arranjar o dinheiro da indemnização, como para ir falar com a mãe da vítima, a fim de a comover, para que não apresente queixa às autoridades pelo sucedido.

Incapaz de lidar com a hipocrisia em seu redor, Mija entra numa espécie de processo de negação, fugindo a tomar uma posição sobre o que se está a passar. É nesse processo que tudo se irá cruzar com as suas aulas de poesia, num percurso que irá trilhar até encontrar alguma harmonia entre a sua realidade e a sua verdade interior.


A complexidade da natureza humana

"O que me atrai é o ser humano. Carrascos ou vítimas, nós nunca somos só uma coisa. A natureza humana é complexa e, como artista, tenho a impressão que a minha função é iluminá-la. Filmo para conhecer o outro e a mim mesmo", declarou o realizador e argumentista Lee Chang-dong ao jornal brasileiro "Estadão".

"Poesia" foi contemplado com o prémio de melhor argumento no Festival de Cinema de Cannes. Chang-dong, que foi ministro da Cultura da Coreia, diz que após ter abandonado o cargo decidiu escrever argumentos o mais simples possíveis.

O resultado foi "Secret Sunshine", um filme sobre uma mulher que após perder o marido e o filho se vira para a religião (que já havia sido premiado em Cannes, nesse caso com a distinção para melhor atriz).

Agora traz-nos esta história sobre uma avó afetada pelo Alzheimer interpretada por Yoon Hee-jeong, uma antiga estrela coreana, que voltou ao cinema para este filme após 15 anos de interregno.

Fonte: in Expresso

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A velocidade da marcha parece estar ligada à longevidade das pessoas com mais de 65 anos.

Segundo estudos publicados hoje no jornal da associação médica norte-americana (JAMA).

“O número antecipado de anos a viver para os homens e as mulheres aumenta com a velocidade da sua marcha”, escrevem os autores da comunicação publicada no número do JAMA datado de 05 de janeiro, divulgado pela AFP.

Os estudos, que incidiram sobre um grupo extenso de indivíduos dos dois sexos, apuraram que a longevidade normalmente esperada para uma certa idade começa a aumentar a partir de uma velocidade de um metro por segundo. A velocidade média dos participantes foi de 0,92 metros por segundo.

Esta investigação baseou-se em dados recolhidos entre 1985 e 2000, junto de 34.485 indivíduos, dos quais 80 por cento brancos e 59,6 por cento mulheres, com uma idade média de 73,5 anos.

Os investigadores constataram que a velocidade da marcha está ligada às diferenças na probabilidade de sobrevivência dos participantes de todas as idades e de ambos os sexos.

Mas é especialmente cerca dos 75 anos que este parâmetro permite prever melhor a longevidade a dez anos, num intervalo de 19 a 87 por cento para os homens e de 35 a 91 por cento para as mulheres.

Os autores do estudo, liderado por Stephanie Studenski, da Universidade de Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, concluíram que a velocidade da marcha é tão pertinente para prever a longevidade como a idade, o sexo, as doenças crónicas, um passado de fumador, o índice de massa corporal ou a tensão arterial.

In Jornal de Notícias

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cada vez se morre mais nos hospitais ou em clínicas – houve um aumento de 13,3 por cento em Portugal neste período.

É uma tendência que começou na segunda metade do século XX e se acentuou na última década: morre-se cada vez mais nos hospitais. A casa como lugar para o fim da vida deixou de ser predominante e o problema é que uma parte substancial das unidades de saúde ainda não está preparada para lidar devidamente com a hospitalização da morte.

Só entre 2000 e 2008, a percentagem de pessoas que morreram nos hospitais ou em clínicas aumentou 13,3 por cento em Portugal. Os óbitos hospitalares representaram 61,4 por cento do total (contra 54,2 por cento, em 2000). Ao mesmo tempo, as mortes em casa – que em 2000 correspondiam sensivelmente um terço do total – eram já menos de 30 por cento em 2008. E é preciso notar que aqui estão incluídos os óbitos em lares de idosos. Os dados, do Instituto Nacional de Estatística, são analisados no estudo Dos 15 aos 115 – Tendências da mortalidade em Portugal 2000-2008 – um trabalho em que o Alto-Comissariado da Saúde avalia a evolução da mortalidade na primeira década do século XXI, comparando os valores dos anos 2000, 2004 e 2008.

É a confirmação de um fenómeno que o presidente do Conselho para a Qualidade na Saúde, o médico Luís Campos, foi o primeiro a observar e a destacar em Portugal. Em 1991, num trabalho sobre a hospitalização da morte, Luís Campos traçava já a curva ascendente dos óbitos por doença nas unidades de saúde, por contraponto às mortes por doença no domicílio – que representavam 88,3 por cento do total em 1958. Foi justamente no início da última década do século XX que passou a ser mais comum morrer no hospital do que em casa. Um fenómeno que é explicado por uma série de factores: a ocultação da morte, a mitificação da medicina e os avanços no campo da reanimação, acompanhados da redução do núcleo familiar e do aumento do trabalho feminino. O problema é que “esta mudança sociológica” não foi acompanhada pelo sistema de saúde, observa Luís Campos. Era necessário equipar os hospitais para as novas necessidades, mas ainda pouco foi feito.

Os autores do estudo do alto-comissariado chamam justamente a atenção para as debilidades da resposta a doentes em fase terminal nos hospitais. Para avaliar esta realidade, realizaram um inquérito em 28 serviços e obtiveram respostas de 36 responsáveis. Não é uma amostra representativa, mas permite ter uma ideia do que se passa nas unidades de saúde. Basta ver que apenas 36,8 por cento dos serviços inquiridos dispõem de um local próprio ou reservado para os doentes em fase terminal e que são a excepção os profissionais que têm treino específico para lidar com estes doentes, tal como são uma minoria os departamentos que mencionam a possibilidade de os cuidados serem prestados num esquema domiciliário.

O apoio aos familiares ainda é mais descurado: o telefone é o modo mais usado para participar a morte (71,7 por cento) e só uma minoria dos médicos e enfermeiros procura ajuda psicológica para os familiares após o óbito.

No trabalho recorda-se, a propósito, um estudo conduzido este ano pela Economist Intelligence Unit sobre a Qualidade da morte em 40 países, e em que Portugal surge globalmente classificado no 31.º lugar, sobretudo devido à dificuldade de acesso a cuidados paliativos.

Cancros matam cada vez mais

Globalmente, o cenário é bom: entre 2000 e 2008, verificou-se um declínio da mortalidade em todas as idades e as mortes prematuras (antes dos 65 anos) diminuíram. A má notícia é que os cancros mataram mais. Em termos absolutos, as mortes por cancro aproximavam-se já de um quarto do total dos óbitos em 2008 (23,2 por cento), quando em 2000 representavam pouco mais de um quinto.

Em contrapartida, as mortes devidas às duas principais doenças cardiovasculares (enfartes e acidentes vasculares cerebrais) baixaram substancialmente, de 28,8 por cento em 2000, para 21,6 por cento do total, em 2008.

Os resultados não surpreendem o presidente do colégio da especialidade de Oncologia da Ordem dos Médicos, Jorge Espírito Santo, que atribui este resultado ao aumento do número de novos casos de cancros. Mas há um dado referido no estudo do Alto Comissariado da Saúde – o número de anos de vida potencial perdidos – que é mais revelador, porque este indicador é que permite aferir o impacto que uma doença tem na sociedade, diz. Em 2008, o cancro era responsável por 29,4 por cento do total de anos de vida potencial perdida.”São pessoas que morrem cedo, em idades activas, com qualificação e experiência”, frisa Jorge Espírito Santo. Apesar de o enfoque dever ser colocado na prevenção primária e secundária, o médico lembra que é a boa organização do sistema de saúde também é fulcral para melhorar a situação.

In Publico

As mortes provocadas por Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) em Portugal diminuíram 33,9%.


Entre 2000 e 2008, tendo aumentado os óbitos por cancro no mesmo período, revela um estudo do Alto Comissariado da Saúde, publicado pela agência Lusa.

De acordo com o estudo “Tendências de Morte em Portugal” , disponível no sítio da internet do Alto-Comissariado, em Portugal registaram-se 99.025 mortes em 2000 e 98.840 em 2008, o que representa um decréscimo de 0,2%. O estudo concluiu que a maioria das mortes ocorreu devido a doenças do sistema circulatório e a cancro.

As doenças do sistema circulatório (enfarte agudo do miocárdio e AVC) foram responsáveis por 28,8% das mortes ocorridas em 2000, valor que baixou para os 21,6% em 2008. No entanto, a diminuição foi maior nas mortes devido a AVC (menos 33,9%) do que por enfarte agudo do miocárdio (menos 16,2%).

Em 2008, os AVC foram responsáveis por 162,8 mortes por mil habitantes e os enfartes por 84,9. Entre 2000 e 2008, as mortes provocadas por cancro aumentaram de 20,6% (o que representa 226,6 mortes por mil habitantes) para 23,2% (248,7 mortes por mil habitantes).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Presidente Obama assinou uma lei histórica que estabelece as bases para uma Estratégia Nacional de Alzheimer nos EUA.


Este Projecto cria pela primeira vez uma estratégia nacional coordenada para uma das doenças mais temidas e mais caras e representa o reconhecimento da Doença de Alzheimer como epidemia, actualmente a sexta principal causa de morte nos Estados Unidos.
O Presidente Obama assinou uma lei histórica que estabelece as  bases para uma Estratégia Nacional de Alzheimer nos EUA.


A orientação americana vem ao encontro da posição que a Alzheimer Portugal tem defendido, e pela qual tem lutado, de que o reconhecimento das Demências como prioridade de Saúde Pública e de Política Social e a criação de um Plano Nacional para as Demências têm de ser vistas como uma prioridade nacional.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Terapia ajudou ratos com Alzheimer

Terapia ajudou ratos com Alzheimer

Um grupo de cientistas conseguiu travar, e mesmo melhorar, os problemas de memória em ratinhos com a doença de Alzheimer através de uma terapia génica, em que um gene específico foi alterado para produzir maiores quantidades de uma molécula, a EphB2, que desempenha um papel chave na função da memória. A descoberta pode levar a uma nova abordagem terapêutica em doentes humanos no futuro.

Uma das características da doença de Alzheimer, tanto em seres humanos como em ratos, é que os níveis da enzima EphB2 são anormalmente baixos nos centros da memória do cérebro. E foi ao aumentar a circulação dessa molécula nessas regiões cerebrais, nos ratinhos, que a equipa do Gladstone Institute of Neurological Disease (GIND), em São Francisco, nos Estados Unidos, conseguiu inverter o problema da memória. O estudo foi publicado ontem na Nature.

As funções da aprendizagem e da memória pressupõem uma boa comunicação entre as células neuronais, o que envolve a libertação de moléculas - os neurotransmissores - que estimulam os receptores nas células. Na doença de Alzheimer há uma diminuição dos neurotransmissores.

"Pensámos que a molécula EphB2 deveria estar ligada aos problemas de memória nesta doença porque é um dos reguladores dos neurotransmissores e atinge níveis muito baixos na doença", explicou o coordenador do estudo, Moustapha Cisse.

Ao normalizarem os níveis daquela molécula nos ratos com Alzheimer os cientistas confirmaram a melhoria das funções da memória nos ratinhos e prevêem que a partir daqui é possível desenhar novas terapias.

Fonte: Jornal de Noticias 30-11-2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Há cada vez menos lares para tantos idosos

"A insuficiência de resposta é a maior característica do apoio social a idosos em Portugal", diz Carlos Andrade, da União das Misericórdias Portuguesas (UMP). O ministério que tutela a área garante que não: há mais vagas do que utentes.

Segundo dados da Carta Social de 2008 sobre a capacidade das respostas sociais para a população idosa em Portugal continental, existiam 52.539 utentes em lares de idosos e residências, cuja capacidade total é de 53.373 vagas.

Por sua vez, dados do Observatório de Idosos e Grandes Dependentes da UMP permitem "constatar a persistência da difícil relação entre a procura de idosos que precisam de apoio e acolhimento e a capacidade de resposta: ainda hoje o número de camas é insuficiente", afirma o responsável pelo gabinete de Acção Social da UMP, Carlos Andrade.

Quanto às listas de espera, fonte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social explica que "não é possível apurar uma lista com rigor", considerando que há idosos que podem inscrever-se em vários lares ao mesmo tempo ou garantir uma inscrição ainda antes de necessitar dela por forma a salvaguardar o seu futuro. Factores como estes podem "empolar as listas".

Com uma posição discordante, Carlos Andrade insiste que a única forma de contrariar a insuficiência de respostas sociais seria "criar uma quantidade de instituições e de camas superior aos valores da própria evolução demográfica" portuguesa, cuja tendência é de aumento do número de idosos. Contudo, o responsável da UMP ressalva que "não há estagnação" no universo das instituições para idosos, mas sim um "crescimento que não consegue acompanhar as necessidades reais".

Há, no entanto, um cenário que começa a evoluir: a qualificação dos equipamentos. Neste âmbito, verificam-se duas realidades distintas, continua a defender Carlos Andrade. "Por um lado, existem instituições com equipamentos novos, lares de grande qualidade tanto a nível nacional, como a nível internacional. Por outro lado, encontram-se os lares que continuam a funcionar com equipamentos antigos, mas esforçando-se para melhorar a qualidade dos seus serviços".

A actualização dos equipamentos, muitos deles a funcionar em edifícios centenários, está à espera que "o Estado reconheça o problema e avance com um projecto de apoio significativo para as Misericórdias e para as outras instituições", acrescenta.

Entretanto, no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, "o Governo apostou na criação de raiz de alguns lares, facto que vem gerar mais camas e mais empregos". Contudo, a recuperação de lares antigos "terá que tornar-se numa prioridade do Governo".

Já na perspectiva de José Moura, director de O Lar do Comércio, Instituição Particular de Solidariedade Social situada em Leça do Balio, "o Governo não se tem comportado mal, tem vindo a realizar algum esforço no sentido de melhorar a vida dos idosos". No caso do Lar do Comércio, instituição com 73 anos de existência, José Moura sublinha o facto de "manter acordos com o Estado e não subsídios".

Enquanto que naquele lar os idosos pagam 70% da sua reforma, independentemente do seu valor, tendo acesso a todos os serviços da instituição, no universo da UMP, o custo médio mensal de um idoso para uma instituição situa-se entre mil e 1100 euros.

Neste momento, existem 1.352 instituições da UMP a prestar diversos tipos de apoios a 50.170 utentes em Portugal continental, Açores e Madeira. Neste universo incluem-se lares de idosos e lares para grandes dependentes, centros de dia e de convívio e vários organismos de apoio domiciliário.

Para Carlos Andrade, "o futuro reserva o aumento do número de idosos e a sociedade terá que fazer algo que ainda não fez: olhar com atenção para eles".

2009-12-27 Cláudia Luís

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1456260

COMO ESCOLHER UMA ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS.


«Cuidar de pais ou familiares idosos nem sempre é algo possível de levar a cabo por uma só pessoa e a alternativa prende-se com um internamento num lar de idosos. Uma vez que este pode ser um passo difícil na vida do idoso e da sua família, é importante saber escolher um lar de idosos e são vários os factores que devem ser levados em conta.
Referências

Uma das melhores formas de ficar a conhecer um bom lar de idosos é pedir referências a pessoas em quem confia – certamente conhece familiares, amigos ou colegas de trabalho que já passaram pela mesma situação e que podem indicar alguns dos lares que já visitaram ou que conhecem. Em alternativa, faça uma pesquisa na Internet ou através da lista telefónica – o importante é reunir várias opções para depois poder analisá-las mais cuidadosamente.
Localização

Por norma, uma família que procura um lar de terceira idade para um idoso, quer que esse espaço seja próximo da residência familiar. Porquê? Para estar o mais perto do idoso possível, de forma a facilitar as visitas regulares, mas também para poder acompanhar de perto o seu estado de saúde e poder estar rapidamente ao seu lado no caso de alguma emergência. Sabia que os idosos que têm visitas regulares nos lares onde vivem são mais felizes e saudáveis?

Orçamento

O internamento de um idoso num lar para a terceira idade implica um custo mensal fixo, o que significa que é necessário delinear um orçamento para o efeito. Antes de fazer isso, porém, é importante que a família se reúna e determine quem é que vai pagar essas despesas – vai ser o idoso ou os filhos/familiares vão repartir as despesas entre eles? Conhecido o valor mensal disponível para o efeito, terá mais um critério para o auxiliar na escolha de um lar de idosos.

Visita guiada

Quando já tiver uma lista de lares de idosos interessantes e um orçamento mensal definido, segue-se talvez o passo mais importante: a visita a cada um dos lares. Telefone e agende uma visita guiada, mas antes verifique se existem vagas nesse lar da terceira idade, uma vez que talvez não valha a pena visitar um espaço que não está a aceitar novos habitantes. Se mesmo assim gostaria de conhecer o local, averigúe se têm lista de espera. Agende a sua visita de preferência para uma altura em que tenha tempo para conhecer bem todas as infraestruturas e equipa – esta visita não deve ser feita a correr, afinal de contas trata-se do local onde o idoso possa vir a passar os próximos anos. Se algum lar se recusar em efectuar uma visita guiada, isso pode ser um sinal negativo e esse espaço deve ser riscado da sua lista.

Apresentação

Pretende-se que um lar de idosos seja isso mesmo, um lar. Deixar a sua casa, o lugar onde provavelmente vive há dezenas de anos, para passar a residir num lar pode ser uma alteração de vida dramática para qualquer idoso. Daí a importância de um lar de terceira idade com infraestruturas modernas, amplas, confortáveis e convidativas, mas não só: a higiene e segurança devem ser a prioridade máxima. A sua primeira impressão vai certamente contar muito, mas estar atento a todos os pormenores é fundamental para fazer uma escolha ajuizada: estado dos quartos, estado das casas de banho, cozinha, zona de refeições, zona de estar, infraestruturas exteriores – tudo conta.

Ambiente

Pode deparar-se com um lar de idosos novo, moderno e equipado com tudo do bom e do melhor, mas e o ambiente que se vive nesse espaço? Preste particular atenção aos idosos que lá vivem: estão confortáveis? Parecem felizes? Bem tratados? Estão ocupados ou entediados? Parecem acarinhados ou abandonados? De pouco ou nada serve um lar de idosos luxuoso se o ambiente não for convidativo e familiar.

Recursos Humanos - Colaboradores

Para além da apresentação das infraestruturas de um lar de idosos, a primeira impressão relativamente ao espaço também terá a ver com a forma como foi recebido pelo staff. A observação da equipa que cuida diariamente dos idosos é crucial, por isso, esteja atento a detalhes como: os profissionais andam fardados e identificados? De que forma falam e interagem com os idosos? A equipa parece suficiente ou composta por pouca gente quando comparado com o número de idosos internados? A forma como trabalham resulta num ambiente tranquilo, agitado, caótico? É importante assegurar que o idoso se sentirá bem-vindo e que estará em boas mãos.
Serviços

Conhecer um lar de idosos também passa por conhecer o seu dia-a-dia e, como a sua visita provavelmente se resumirá a poucos minutos, não terá uma ideia completa de como é o seu quotidiano, por isso, pergunte. Faça questões sobre os hábitos e horários diários, sobre os menus servidos e se é possível fazer pedidos especiais, que tipo de actividades fazem com os idosos, quem é que trata da sua higiene pessoal e com que frequência, no fundo tudo o que lhe vier à mente ou que lhe suscitar curiosidade. Pode também pensar nas necessidades específicas do seu familiar em particular e colocar essas questões ao staff.»

Fonte: http://cuidamos.com/artigos/como-escolher-lar-idosos

Discriminação de Idosos seropositivos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Afinal qual é valor de referência?

Não há acordo sobre o custo real do utente dos lares. Estado fixa 775 euros e as instituições dizem gastar 1126.

O Governo e as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) não se entendem sobre o custo de manter um idoso ou deficiente num lar. O Estado quer fixar o valor de referência em 775, 77 euros e as organizações dizem gastar 1126,79 euros, mais 351 euros. É uma das razões porque ainda não assinaram o protocolo de cooperação para 2010, o que devia ter acontecido em Junho. Segunda-feira voltam a reunir-se.

A diferença de valores não implica uma maior comparticipação do Estado, que mantém o montante de 2009: 347,31 euros por utente de um lar e 239,31 por criança no pré-escolar.

"O que está em causa é a fixação de um valor de referência por cada utente de um lar, porque é a partir daí que são definidos os outros valores. E não percebemos porque não estipulam uma quantia mais elevada, quando até o estudo do Instituto de Segurança Social (ISS) (ver infografia) indica custos mais altos", diz Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

Os representantes das IPSS protestam que o valor que recebem é sempre inferior aos custos reais e têm dificuldade em dar resposta às famílias mais carenciadas.

"Uma pessoa que tenha uma reforma elevada, ou cujos familiares têm possibilidades económicas paga um máximo de 125% do valor de referência e este montante é abaixo do seu custo real", explica Carlos Andrade, o vice-presidente da UMP. Um idoso com uma reforma mensal de 3500 euros pagará sempre um máximo de 872,74 euros.

A UMP é uma das IPSS com que o Estado estabelece acordos de cooperação anuais através dos ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação e que, nos últimos anos, têm sido assinados em Junho. As outras são a União das Mutualidades Portuguesas e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. O mesmo engloba as estruturas para crianças, sobretudo no pré- -escolar, onde também existe desacordo. As organizações que prestam este apoio questionam o facto de o Ministério da Educação promover a abertura de equipamentos, com as infra-estruturas das autarquias e funcionários do Estado, em vez de apoiar as suas e que já estão no terreno.

A União das Misericórdias fez um estudo sobre quanto é que gasta com cada utente, recorrendo aos relatórios e contas das Misericórdias de 2007, tendo em consideração todos os custos incluindo os de pessoal. E concluíram: "O custo técnico por utente no lar de idosos corresponde a 1098,24 euros em 2007 e 1126,79, após a respectiva actualização à taxa de inflação", pelo que o valor estimado de 775,77 euros fica muito desfasado da realidade".

E, "mesmo com a possibilidade de comparticipação dos descendentes de 1.º grau, ou herdeiros, sabe-se que as assimetrias sociogeográficas impossibilitam que a solidariedade familiar se efective, suportando as misericórdias o remanescente do custo médio real por utente".

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade não quis ontem comentar o assunto "porque as negociações ainda decorrem".

In DN

sábado, 16 de outubro de 2010

"Corre, não deixes perder o ritmo...."

Lares fazem saldos.

A crise está a levar as famílias a retirar os idosos das instituições, conforme alerta o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos. Para combater este fenómeno, os lares privadas estão a fazer descontos nas mensalidades e planos de pagamentos. A redução do preço das mensalidades tem como objectivo conseguir ocupar todas as vagas. "Lares que antes apenas tinham uma ou duas vagas, hoje não só têm mais lugares vagos, como demoram mais tempo a conseguir ocupá-los", revela o presidente da Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casa de Repouso (ALI). João Ferreira de Almeida dá como exemplo instituições que tinham 1.200 euros de mensalidade, acabam por cobrar apenas 1.000, para ganhar clientes. Outros lares privados optam por fazer planos de pagamentos para as famílias que se atrasem no pagamento. Tal como acontece no lar da Fundação D. Pedro IV, em Lisboa. "Quando as famílias não conseguem fazer face à despesa, reformulamos a mensalidade e se for preciso passamos esses utentes para o sistema da Segurança Social, que também temos aqui", refere uma das funcionárias da instituição. O mais preocupante para os responsáveis são as condições em que os idosos ficam quando são retirados dos lares, para muitas vezes ficarem sozinhos em casa durante grande parte do dia. Manuel Lemos admite ao DN que "as Misericórdias têm conhecimento da saída de idosos de alguns lares", embora esse seja um fenómeno sem reflexo na actividade das associadas da UMP devido às listas de espera.

Fonte: Socialgest

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pergunta 2?



Qual é atitude mais correcta para lidar com uma pessoa idosa recém institucionalizada?
Com ar fechado e rígido quando ás regras da organização? (comummente o profissional)
ou
Com um ar descontraído e atentos ás novas necessidades da pessoa idosa, mediando as necessidades observadas/expressas e as regras da organização?

Pergunta?


Uma pessoa idosa com alterações musculoesquelética, acamada, sem competências para afastar autonomamente as moscas, nomeadamente da boca:
Como se pode garantir a qualidade de vida da pessoa idosa e minimizar o desconforto de uma mosca "chata"?
Tendo em consideração que o uso de insecticida não é recomendável, e não garante 100% eficácia:
Como podemos reduzir esse desconforto?

Cuidadores Informais

CuidadoresI

domingo, 26 de setembro de 2010

Maus tratos a idosos cresceram 120 por cento

Por Redacção

Entre o ano 2000 e o de 2009, o número de idosos vítimas de maus tratos passou de 290 para 639 – números que representam um crescimento de 120 por cento.

Os dados constam no mais recente relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que se prepara para lançar, no próximo dia 7 de Outubro, uma campanha de sensibilização para o problema. Maria de Oliveira, da APAV, explicou ao Público que este fenómeno apresenta uma «tendência de crescimento» que reflecte a falta de preparação das famílias para cuidarem dos seus idosos.

«É importante que as pessoas percebam o que é envelhecer e que estejam preparadas para alguns quadros de depressão e de demência que podem acontecer aos seus familiares. A pirâmide etária está a inverter-se e vamos ter cada vez mais idosos e pessoas mais velhas a tratar deles que não estão preparadas e que reagem por exaustão e por não terem capacidade e distância emocional. É o chamado “stress do cuidador”», disse.
09:18 - 24-09-2010

sábado, 7 de agosto de 2010

Envelhecer ...



Fonte: picasa

Microsoft recolhe vozes de idosos portugueses

É um projecto da Microsoft que está a recolher vozes de portugueses com mais de 60 anos. A ideia é usar essas vozes para formar um padrão que depois será aplicado em sistemas que usam o reconhecimento de voz.

er mais de 60 anos, falar português e viver em território nacional.

São as três condições para doar a voz. É uma campanha para recolher a fala dos seniores portugueses. A ideia é juntar as vozes e formar um modelo em laboratório que depois é usado no reconhecimento da voz em português.


Daniela Braga, a directora de projectos de tecnologia da fala da Microsoft, explica que a voz muda ao longo da vida e por isso, é preciso construir uma voz padrão dos portugueses com mais de 60 anos.

A voz padrão vai ser aplicada em sistemas de assistência aos idosos, por exemplo, para marcar uma consulta ou dar instruções online.

O sistema está a dar os primeiros passos, mas pode ter aplicações práticas no final de 2011.


Daniela Braga admite que numa primeira fase, não vai haver muitos idosos a aderir ao projecto e por isso, foram feitas parcerias com a Santa Casa da Misericórdia e duas unidades de saúde.

Um projecto a olhar para o futuro, contando que em 2050, cerca de um quarto da população terá mais de 60 anos.

Fonte: TSF - Rádio Notícias

Inclusão da vacina da gripe sazonal no Plano de Vacinação

A Assembleia da República recomendou ao Governo a realização um estudo sobre a inclusão da vacina contra a gripe sazonal no Programa Nacional de Vacinação para os grupos alvos prioritários, segundo um despacho publicado em Diário da República.

O estudo deverá avaliar os benefícios da inclusão no Programa Nacional de Vacinação (PNV) da vacina contra a gripe sazonal e a sua administração anual, através dos centros de saúde, a todos os indivíduos incluídos nos grupos alvo prioritários, que desejem que lhes seja administrada a vacina.

Esta proposta partiu do Bloco de Esquerda e foi discutida a 19 de Maio na comissão parlamentar de Saúde, que decidiu propor ao Governo a realização deste estudo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fixou como objectivo para 2010 atingir uma taxa de vacinação em idosos de pelo menos 75 por cento, mas de acordo com os últimos dados disponíveis (2008/2009) a cobertura vacinal de idosos é de 53 por cento em Portugal.

O deputado do BE João Semedo argumentou, na altura, que uma das razões para que a taxa de cobertura vacinal “não seja mais próxima dos valores recomendados é porque a vacina é paga”. Segundo o BE, a inclusão da vacina no PNV iria evitar internamentos desnecessários devido a complicações da gripe (pneumonia), o que se traduziria numa poupança de 10,5 milhões de euros por ano na população com mais de 65 anos. “O custo adicional desta medida é de apenas 3,4 milhões de euros do que os encargos actuais com a vacina da gripe, o que é claramente compensado pela poupança em internamentos”, defende o BE.

As vacinas contra a gripe sazonal estão disponíveis para o mercado nacional em Outubro, podendo ser compradas nos meses seguintes. No ano, passado, chegou as farmácias mais cedo, a 15 de Setembro.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) elegeu como grupos prioritários da vacinação contra a gripe sazonal as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com mais de seis meses de idade, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (lares de idosos, por exemplo). A vacina é comprada nas farmácias com receita médica e deve ser administrada, preferencialmente em Outubro, mas pode sê-lo durante todo o Outono e Inverno.

Fonte: Jornal Público

“É premente os profissionais que trabalham nesta área juntarem-se, trocarem ideias e debaterem soluções”

Apesar de existirem cada vez mais idosos em Portugal, estes não são tratados por médicos especializados devido à inexistência de uma especialidade ou subespecialidade em Geriatria na medicina portuguesa, alerta o vice-presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia. A propósito do V Congresso da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, subordinado ao tema “Envelhecimento: Da Biologia à Gerontotecnologia”, que decorreu quinta e sexta-feira em Lisboa, Wolfang Gruner realçou que, “oficialmente, não há médicos geriatras em Portugal”.

“Há médicos que têm um grande interesse por este grupo de doentes, mas oficialmente não existe esta especialidade”, sustentou o médico, defendendo a necessidade “premente” de resolver esta situação devido ao crescente envelhecimento da população portuguesa.

A Alta Comissária da Saúde considera que a Geriatria (que estuda a patologia do idoso) devia ser uma subespecialidade da Medicina Interna. Maria do Céu Machado adiantou que, tal como existem médicos especialistas em bebés, é necessário haver geriatras para cuidar dos idosos, um “grupo específico, com aspectos especiais do funcionamento dos seus órgãos, que não podem ser tratados como um adulto saudável”. “Tem de haver alguém com gosto específico para lidar e tratar do idoso tal e qual como há pediatras com gosto específico para tratar de recém-nascidos”, justifica.

Para a Alta Comissária da Saúde, “há toda uma formação e um conhecimento em fisiologia e fisiopatologia do idoso que é preciso ter”, assim como “todo o conhecimento no tratamento específico” destes doentes. Maria do Céu Machado dá como exemplo a medicação, lembrando que um idoso toma, em média, sete medicamentos por dia. “Tem que se conhecer a fisiopatologia do idoso para saber quais podem ser as consequências adversas de, por exemplo, fazer associação de medicamentos”, exemplifica.

Maria do Céu Machado acrescenta que a maior parte das faculdades de Medicina não tem a cadeira de Geriatria. Naquelas que têm, é uma cadeira opcional ou de mestrado ou pós-graduação. “Tenho conhecimento que a Faculdade de Medicina de Lisboa vai ter uma área de Geriatria e congratulo-me com isso”, frisa.

Para debater os problemas dos idosos, a Associação Portuguesa de Psicogerontologia reuniu, em congresso, vários especialistas para debater temas como “osteoporose e prevenção de quedas”, “cuidados de saúde para os mais velhos” e “processo de envelhecimento e estratégias preventivas”.

“É premente os profissionais que trabalham nesta área juntarem-se, trocarem ideias e debaterem soluções” para responder aos desafios levantados pelo envelhecimento da população, justifica o vice-presidente da associação.

Fonte:20.10.09 · Informação APP - associação portuguesa psicogerontologia

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Livro: (...) maus tratos ao Idoso

ESTUDO SOBRE AS MEDIDAS DE INTERVENÇÃO SOCIAL NOS MAUS TRATOS AO IDOSO
José Carreira

Sinopse: «Num contexto de globalização e de desenraizamento cultural e afectivo a população idosa, que representa uma faixa populacional em crescimento nos países desenvolvidos, tem apresentado carências múltiplas ocasionadas pelo abandono e pelos maus-tratos em ambientes hostis, que acompanharam o êxodo das populações do interior para as grandes cidades. Perdidas as referências e o poder simbólico de quem mantinha a casa com o seu salário, o velho de hoje, tido como sobrante, soma à sua solidão os maus-tratos numa qualidade de vida que se perde e não se recupera»

Fonte
http://www.bubok.pt/