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terça-feira, 2 de julho de 2013
Nova lei obriga adultos chineses a visitar os pais
Nova lei na China que obriga os filhos adultos, independentemente da
idade, a
visitarem os pais idosos entrou em vigor esta segunda-feira. Quem não
respeitar a lei pode ser multado ou até mesmo ir para a prisão.
A
nova Lei dos "Direitos dos Idosos" da China tem como propósito por um
travão no problema crescente de abandono e solidão na velhice ao obrigar
os filhos a visitar frequentemente a casa dos pais.
Segundo a BBC, a lei refere que os filhos adultos devem-se preocupar com as "necessidades espirituais" dos pais e "nunca negligenciar ou desprezar os idosos".
A questão de como lidar com pais idosos é um problema na China, à medida que a população cresce os casos de negligência aumentam. Estatísticas do governo dizem que em 2010 mais de 178 milhões de pessoas na China tinham 60 anos ou mais de idade. Em 2030, prevê-se que o número duplique.
A nova lei não foi bem aceite por muitos chineses que consideram que o seu carácter obrigatório é errado. "Os laços familiares deve ser baseados em emoções espontâneas", argumentou um utilizador do Weibo, rede social semelhante ao Twitter muito utilizado na China.
É uma "mensagem educacional" disse à BBC Zhang Yan Feng, advogado de Pequim. "É difícil colocar essa lei em prática, mas não impossível. Se um caso é levado a tribunal com base nesta lei, eu acho que provavelmente vai acabar em um acordo pacífico. Mas se nenhum acordo for alcançado, tecnicamente falando, as decisões judiciais podem forçar a pessoa a visitar a casa algumas vezes por mês", afirmou Zhang à BBC.
Segundo a BBC, a lei refere que os filhos adultos devem-se preocupar com as "necessidades espirituais" dos pais e "nunca negligenciar ou desprezar os idosos".
A questão de como lidar com pais idosos é um problema na China, à medida que a população cresce os casos de negligência aumentam. Estatísticas do governo dizem que em 2010 mais de 178 milhões de pessoas na China tinham 60 anos ou mais de idade. Em 2030, prevê-se que o número duplique.
A nova lei não foi bem aceite por muitos chineses que consideram que o seu carácter obrigatório é errado. "Os laços familiares deve ser baseados em emoções espontâneas", argumentou um utilizador do Weibo, rede social semelhante ao Twitter muito utilizado na China.
É uma "mensagem educacional" disse à BBC Zhang Yan Feng, advogado de Pequim. "É difícil colocar essa lei em prática, mas não impossível. Se um caso é levado a tribunal com base nesta lei, eu acho que provavelmente vai acabar em um acordo pacífico. Mas se nenhum acordo for alcançado, tecnicamente falando, as decisões judiciais podem forçar a pessoa a visitar a casa algumas vezes por mês", afirmou Zhang à BBC.
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3298742&seccao=%C1sia#
quarta-feira, 26 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer...
Pela primeira vez, foi revertida a
doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os
cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa
elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
Desta feita, a degradação do hipocampo
revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e
a desorientação.
Durante a investigação, a equipa de
cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis
pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um
ano.
Assim, colocaram elétrodos perto do
fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo,
aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.
Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.
Esta descoberta pode levar a novos
caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que
foi revertida a doença.
Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.
Fonte: Read more: http://coisadevelho.com.br/?p=5395#ixzz2WfnIS8Mp
sábado, 30 de março de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Portugal tem esperança média de vida superior à média europeia
Segundo dados da OCDE Portugal está em 16º lugar na esperança média de vida à nascença, o que quer dizer que está acima do Reino Unido e da média da União Europeia (UE).
fonte: http://www.tecnologia.com.pt/2012/11/portugal-tem-esperanca-media-de-vida-superior-a-media-europeia/
O último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), hoje divulgado, mostra que a esperança de vida nos países da União Europeia aumentou mais de seis anos em duas décadas. As mulher da UE vivem em média até aos 81,7 anos e os homens até aos 75,3 anos.
Portugal está acima da média comunitária, encontrando-se em 16º lugar.
A esperança de vida das portuguesas à nascença é de 82,6 anos e dos
portugueses 76,5. Logo a seguir encontra-se o Reino Unido. Nos primeiros lugares estão a França, com o valor valor mais elevado para as mulheres (86 anos), e a Suécia para os homens (79,4).
O relatório apresenta no fim da tabela a Bulgária e a Roménia, onde a esperança de vida das mulheres não ultrapassa os 77,3 anos. Na Lituânia, os homens vivem em média apenas até aos 67,3.
Ao conjugar a baixa taxa de natalidade e do índice de fertilidade, o aumento da idade da mulher ao nascimento do 1º filho, e o crescente aumento da esperança média de vida, Portugal caminha a passos largos para uma população cada vez mais envelhecida.
sábado, 20 de outubro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Dopamina e Parkinson
Dopamina e Parkinson
Cientistas portugueses e norte-americanos revelam pistas moleculares
Tiago Fleming Outeiro, investigador
O estudo foi desenvolvido na Harvard Medical School (Estados Unidos) e no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, e contou com a colaboração de investigadores portugueses, norte-americanos e alemães.
A doença de Parkinson caracteriza-se pela degeneração e morte de neurónios produtores de dopamina, numa região do cérebro, a substancia nigra.
Apesar de se desconhecerem ainda aspectos importantes dos mecanismos moleculares responsáveis pela doença, sabe-se que na sua base está a formação de agregados de proteínas dentro dos neurónios, nomeadamente, de uma chamada alfa-sinucleína.
Em doentes de Parkinson, a alfa-sinucleína adopta uma forma alterada,
que provoca a sua agregação em aglomerados tóxicos para as células. O
estudo agora publicado vem mostrar que as alterações sofridas pela
proteína podem ser induzidas pela dopamina, sugerindo o seu papel na
formação dos agregados de proteína característicos da doença.
Formam-se agregados de proteínas dentro dos neurónios
A
dopamina é um estimulante do sistema nervoso central, percursor da
adrenalina e noradrenalina, e está também envolvida na dependência
psicológica a vários vícios. No sistema motor, desempenha também um
papel fundamental.
Os resultados publicados fornecem também uma possível explicação para
observações anteriores, que revelaram que os neurónios
produtores/receptores deste estimulante são mais vulneráveis à morte
celular – característica da doença de Parkinson.
Agregados proteicos
“O nosso trabalho sugere que a vulnerabilidade dos neurónios na
doença de Parkinson esteja relacionada com a capacidade da dopamina de
favorecer formas de alfa-sinucleína que levam ao aparecimento de
agregados proteicos”, esclarece Tiago Fleming Outeiro, primeiro autor e correspondente do estudo, investigador do Instituto de Medicina Molecular e sub-director do «Ciência Hoje».
Neurónios produtores/receptores de dopamina
mais vulneráveis à morte celular
mais vulneráveis à morte celular
Parkinson é uma doença neurodegenerativa que atinge actualmente mais de
seis milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, afecta já mais de
20 mil pessoas.
Manifesta-se habitualmente a partir dos 60 anos, havendo, no entanto,
cinco a dez por cento de casos em que os sintomas aparecem aos 40 anos
ou mais cedo. Os sintomas mais evidentes são os tremores, a lentidão de
movimentos, problemas de equilíbrio e a rigidez dos membros.
Portugueses descobrem principal causa da doença de Parkinson
Investigadores da Universidade Coimbra
Portugueses descobrem principal causa da doença de Parkinson
"Uma equipa de investigadores de Coimbra descobriu que a principal causa da doença de Parkinson será a disfunção da mitocôndria, responsável pela produção de energia nas células, "contrariando algumas das últimas teses científicas" sobre a patologia.
Parkinson
é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente
progressiva e que se manifesta através de rigidez muscular, tremores,
diminuição da mobilidade e instabilidade postural.
Afectará
"mais de quatro milhões de pessoas em todo o mundo" e "em mais de 90
por cento dos casos" é de origem desconhecida, disse Sandra Morais
Cardoso, líder do grupo de investigadores do Centro de Neurociências e
Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC).
O
estudo, publicado na revista 'Human Molecular Genetics', vem demonstrar
que "a deficiência no tráfego intracelular (auto-estradas celulares) é
provocada pela disfunção das mitocôndrias dos doentes", que são
responsáveis pela produção de energia nas células, refere uma nota
divulgada pela UC.
Sandra Morais
Cardoso explica que "a disfunção mitocondrial é o evento que está na
base da deficiente autofagia, o mecanismo através do qual ocorre a
degradação de organelos disfuncionais e de proteínas danificadas", que
permite eliminar o lixo biológico que se acumula ao longo do
envelhecimento e que se não for expulso leva à morte das células.
A
investigação, que tem como primeira autora a aluna de doutoramento
Daniela Moniz Arduíno, vem também demonstrar que a activação de uma
autofagia deficiente, por si só, "é pior para o envelhecimento das
células", prejudicando ainda mais o paciente."
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Parkinson: empresa austríaca testa a que poderá ser a primeira vacina contra a doença
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A primeira vacina contra a Doença de Parkinson pode ser uma realidade a
breve prazo, agora que uma empresa austríaca desenvolveu uma
terapêutica que visa bloquear a proteína que influencia o
desenvolvimento da doença. Os ensaios em humanos já começaram. Está já a ser testada, em pacientes humanos, aquela que pode vir a ser a primeira vacina contra a Doença de Parkinson. A Affiris, uma empresa de biotecnologia austríaca, anunciou em comunicado que deu início ao “primeiro estudo clínico no mundo” para tornar a vacina numa realidade. A terapêutica PDO1A visa bloquear a alfa-sinucleína, uma proteína cuja acumulação estimula o desenvolvimento de Parkinson. O objetivo da empresa é que a vacina “eduque o sistema imunológico para que este produza anticorpos dirigidos contra a alfa-sinucleína”, oferecendo, pela primeira vez, “a perspetiva dum tratamento das causas da doença e não apenas dos sintomas”. Os estudos mais avançados apontam para que sejam os depósitos patológicos de alfa-sinucleína no cérebro a provocar as incidências de Parkinson, pelo que os investigadores acreditam que a primeira medida passa por conseguir reduzir esses depósitos. Será esse o âmbito da segunda fase de ensaios clínicos em humanos, uma vez que agora está a ser testada a tolerância do organismo à PDO1A, num ensaio que envolve 32 pacientes e decorre numa clínica em Viena, na Áustria. Estes testes irão decorrer até ao final deste ano e têm um apoio de 1,5 milhões de dólares da fundação de Michael J. Fox, o ator norte-americano que se tornou num dos rostos da doença.
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Alzheimer: Vacina com resultados promissores
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De acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Karolinska, na
Suécia, os ensaios levados a cabo por uma equipa de cientistas
revelaram-se positivos em 80 por cento dos pacientes. Esta é a primeira
vez que uma vacina contra a doença de Alzheimer tem bons resultados num
ensaio clínico. O aspeto inovador do estudo está na descoberta de anticorpos contra a proteína que mais danifica o cérebro, o órgão mais afetado pela doença. De acordo com a conclusão do estudo, publicado pela revista The Lancet Neurology, esta vacina, designada por CAD106, embora não cure totalmente a doença, conduz à criação de anticorpos capazes de combater a beta-amiloide, a proteína mais perigosa do Alzheimer. Neste estudo, que teve uma duração de três anos e que envolveu 58 pacientes, os investigadores concluíram que “80 por cento dos pacientes envolvidos nos testes conseguiram desenvolver anticorpos sem sofrer efeitos secundários”, apesar dos resultados terem sido mais favoráveis “nos pacientes com doença de Alzheimer ligeira a moderada”. Os ensaios clínicos deverão prosseguir para uma nova fase, por forma a avaliar e confirmar a eficácia da vacina. Recorde-se que a doença de Alzheimer afeta atualmente cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo e, segundo as estimativas, ultrapassará os 115 milhões em 2050.
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sábado, 21 de abril de 2012
domingo, 18 de março de 2012
A expressão terceira idade tem origem...
A expressão terceira idade tem origem numa das conhecidas divisões das chamadas Idades do Homem - infância, maturidade e velhice -, imortalizada em um quadro desse mesmo nome, pintado pelos pintores Ticiano (1488/1576) e Giorgioni (? /1510).
Muitas outras divisões em “idades” se celebrizaram através dos tempos, desde Hesíodo, que em uma de suas obras - O trabalho e os dias - identifica cinco idades do homem.
Na peça de Shakespeare, As you like it, são mencionadas oito idades do homem:
1 o infante,
2 o escolar,
3 o amante,
4 o soldado,
5 o homem maduro,
6 a velhice,
7 a senilidade
8 e a morte,
seguindo uma linha que vem da Idade Média que classificava as “idades” em infância, puerilidade, juventude, idade madura, velhice e senilidade.
Este tema foi muito popular entre os séculos VIII e XVII, estando presente em textos, calendários e iconografias."
Dez idosos encontrados mortos em casa em Lisboa desde o início do ano
Câmara de Lisboa quer reforçar assistência e socorro a estes casos (Foto: Adriano Miranda)
Desde o início do ano até ontem, foram encontrados mortos em casa dez idosos, só em Lisboa. Este número, que já inclui o caso das duas mulheres descobertas ontem à tarde mortas no apartamento onde viviam, na freguesia das Mercês, é "preocupante" e tem vindo a aumentar nos últimos anos, diz o vereador da Protecção Civil, Manuel Brito.
As duas mulheres, de 74 e 80 anos, encontradas ontem mortas no apartamento onde viviam na Travessa do Convento de Jesus, já não eram vistas desde o início do ano. Segundo a porta-voz do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, subcomissária Carla Duarte, "a irmã mais nova morreu e a outra deixou de receber assistência, tendo acabado por falecer", com fome e sede. A mulher de 80 anos estava acamada e era a irmã, doente com cancro, que lhe prestava assistência.
“Fiquei chocado com a situação. Vamos ver que vias de comunicação podemos accionar para aumentar o alcance da nossa rede de socorro”, disse ao PÚBLICO o vereador Manuel Brito. O tema vai ser discutido esta tarde numa reunião de rotina com a Protecção Civil e o Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa, para a qual o vereador decidiu convidar Helena Roseta.
“Temos todos de reflectir sobre isto porque temos dados preocupantes sobre o aumento do número de pessoas encontradas mortas em casa nos últimos anos”, adiantou. "Temos salvo muitas pessoas, mas se não somos avisados a tempo, não podemos intervir", lamentou.
Em 2011, os bombeiros receberam 1511 chamadas para abertura de porta com socorro. Nestas intervenções foram salvas 1129 pessoas que precisavam de apoio e resolvidas 303 situações de risco (como fogões acesos ou outras), mas 79 pessoas foram encontradas já mortas nos seus apartamentos. No ano anterior, tinham sido 60, segundo os dados disponibilizados pelo vereador Manuel Brito.
O RSB e a Protecção Civil têm uma brigada permanente para apoio a pessoas que vivem sozinhas e idosos. A equipa vai ao encontro das pessoas que estão identificadas como vivendo sozinhas e sem família conhecida. No entanto, sublinha Manuel Brito, “a equipa só pode intervir se for alertada”.
As irmãs não tinham mais familiares. Foi um vizinho que alertou a PSP por estranhar a ausência das duas. O RSB forçou a entrada no apartamento e encontrou as mulheres já cadáveres, em avançado estado de decomposição.
“Há aqui uma rede social indispensável, formada pelos vizinhos e pela família, que não está a funcionar”, lamenta o vereador.
Segundo a Rádio Renascença, a Junta de Freguesia das Mercês nunca recebeu qualquer sinalização do caso para pedir assistência domiciliária.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Cérebro começa a declinar a partir dos 45 anos, diz estudo Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade.
Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas
perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões
contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só
começaria depois dos 60.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal,
foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas
avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de
percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres
entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.
Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e
auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas
pessoas mais velhas. Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles
perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre
mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema
exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de
duas ou três décadas.
"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um
indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos
para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana
Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da
População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um
declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o
declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.
Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.
Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e
lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais
conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver
demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas
primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer
Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças
mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da
demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a
necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter
hábitos saudáveis. "Embora não tenhamos uma maneira infalível de
prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar
uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue
sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o
risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão
mais razões para cumprir as resoluções de Ano-Novo", completou.
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