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segunda-feira, 28 de março de 2011

Solidariedade com os doentes com Alzheimer

Foram muitos os artistas que responderam sim ao convite e que abrilhantaram com a sua presença o concerto que teve lugar a partir das 18:00 e que tinha como mote "Contra a indiferença sê voluntário".

Katia Guerreiro, muito querida do público, esforçou demasiado a voz nos agudos, enquanto que Mafalda Arnauth esteve bem com a sobriedade que se lhe conhece.

Jorge Palma, exímio pianista, trouxe consigo a irreverência que lhe é habitual não deixando os seus créditos por mãos alheias.
Rita Guerra esteve bem, Quinta do Bill, João Pedreira, Muxima e os dois Miguéis cumpriram dando brilho a o espectáculo não lhe transmitindo, em nosso entender, a garra que lhes é própria.
De salientar a actuação dos Ensemble Escola de Jazz Luiz Villas-Boas/Hot Clube de Portugal que são a prova viva que o trabalho de Luis Villas-Boas deixou frutos.

A primeira parte do evento aconteceu entre as 15:00 e as 18:00, no espaço circundante da Praça de Touros, com tendas do Instituto Português do Sangue e do Centro de Histocompatibilidade do Sul que procederam à recolha de sangue e à identificação de potenciais dadores de medula.

Para além do público que não encheu o Campo Pequeno, estavam na assistência o Presidente da União das Misericódias, a Ministra da Saúde e a congénere da Cultura e outras figuras públicas ligadas à Área da Acção Social.

O resultado líquido desta iniciativa será utilizado para aquisição de materiais e equipamentos que contribuam para melhorar a qualidade de vida e bem-estar de doentes com Alzheimer, doença que tende a ter um crescimento exponencial no nosso país e que exige uma dedicação e um apoio excepcionais, tanto ao doente como à sua família/cuidadores, afirmou a organização.

Fonte: in Jornal HARDMUSICA



domingo, 20 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

"Poesia: O Alzheimer num mundo cruel

http://aeiou.expresso.pt/poesia-o-alzheimer-num-mundo-cruel=f635361

"Poesia" é um filme sul coreano com uma história intensa, que nos remete para a doença de Alzheimer e para os contornos cruéis que a vida pode assumir.

Mija (Yun Jung-hee) é uma mulher de 66 anos que, recuperando uma antiga paixão nunca concretizada, inscreve-se em aulas de poesia. O professor diz-lhe que para encontrar a sua voz terá de observar verdadeiramente o que a rodeia. Só que a realidade de Mija irá revelar-se cada vez mais insuportável.

Ela é uma mulher numa posição extremamente vulnerável, que para lá dos subsídios que recebe do Estado, tem de sobreviver com o que ganha com um part-time a tomar conta de um idoso semi-paralizado por uma trombose. Por motivos não esclarecidos no filme, a filha, que vive numa outra cidade, deixou-lhe o encargo de, com os seus fracos rendimentos, tomar conta do neto.

A somar a esse quadro, um dia uma médica dá-lhe a trágica notícia que sofre de Alzheimer e que os primeiros sintomas, que já começou a sentir, irão em breve agravar-se. Pouco depois vem também a saber que o seu neto é um dos miúdos que repetidamente violaram uma colega de liceu que acabou para se suicidar.


Em ruptura com a hipocrisia

Para ocultar o crime, os pais dos outros miúdos planeiam pagar uma "indemnização" à mãe da vítima e Mija tem que arranjar a parte que lhe cabe pelo neto, mas não faz a mínima ideia como o irá fazer.

Nos telefonemas para a filha, Mija continua a ocultar tudo o que se está a passar. Os pais dos outros miúdos pressionam-na não só para arranjar o dinheiro da indemnização, como para ir falar com a mãe da vítima, a fim de a comover, para que não apresente queixa às autoridades pelo sucedido.

Incapaz de lidar com a hipocrisia em seu redor, Mija entra numa espécie de processo de negação, fugindo a tomar uma posição sobre o que se está a passar. É nesse processo que tudo se irá cruzar com as suas aulas de poesia, num percurso que irá trilhar até encontrar alguma harmonia entre a sua realidade e a sua verdade interior.


A complexidade da natureza humana

"O que me atrai é o ser humano. Carrascos ou vítimas, nós nunca somos só uma coisa. A natureza humana é complexa e, como artista, tenho a impressão que a minha função é iluminá-la. Filmo para conhecer o outro e a mim mesmo", declarou o realizador e argumentista Lee Chang-dong ao jornal brasileiro "Estadão".

"Poesia" foi contemplado com o prémio de melhor argumento no Festival de Cinema de Cannes. Chang-dong, que foi ministro da Cultura da Coreia, diz que após ter abandonado o cargo decidiu escrever argumentos o mais simples possíveis.

O resultado foi "Secret Sunshine", um filme sobre uma mulher que após perder o marido e o filho se vira para a religião (que já havia sido premiado em Cannes, nesse caso com a distinção para melhor atriz).

Agora traz-nos esta história sobre uma avó afetada pelo Alzheimer interpretada por Yoon Hee-jeong, uma antiga estrela coreana, que voltou ao cinema para este filme após 15 anos de interregno.

Fonte: in Expresso

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A velocidade da marcha parece estar ligada à longevidade das pessoas com mais de 65 anos.

Segundo estudos publicados hoje no jornal da associação médica norte-americana (JAMA).

“O número antecipado de anos a viver para os homens e as mulheres aumenta com a velocidade da sua marcha”, escrevem os autores da comunicação publicada no número do JAMA datado de 05 de janeiro, divulgado pela AFP.

Os estudos, que incidiram sobre um grupo extenso de indivíduos dos dois sexos, apuraram que a longevidade normalmente esperada para uma certa idade começa a aumentar a partir de uma velocidade de um metro por segundo. A velocidade média dos participantes foi de 0,92 metros por segundo.

Esta investigação baseou-se em dados recolhidos entre 1985 e 2000, junto de 34.485 indivíduos, dos quais 80 por cento brancos e 59,6 por cento mulheres, com uma idade média de 73,5 anos.

Os investigadores constataram que a velocidade da marcha está ligada às diferenças na probabilidade de sobrevivência dos participantes de todas as idades e de ambos os sexos.

Mas é especialmente cerca dos 75 anos que este parâmetro permite prever melhor a longevidade a dez anos, num intervalo de 19 a 87 por cento para os homens e de 35 a 91 por cento para as mulheres.

Os autores do estudo, liderado por Stephanie Studenski, da Universidade de Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, concluíram que a velocidade da marcha é tão pertinente para prever a longevidade como a idade, o sexo, as doenças crónicas, um passado de fumador, o índice de massa corporal ou a tensão arterial.

In Jornal de Notícias

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cada vez se morre mais nos hospitais ou em clínicas – houve um aumento de 13,3 por cento em Portugal neste período.

É uma tendência que começou na segunda metade do século XX e se acentuou na última década: morre-se cada vez mais nos hospitais. A casa como lugar para o fim da vida deixou de ser predominante e o problema é que uma parte substancial das unidades de saúde ainda não está preparada para lidar devidamente com a hospitalização da morte.

Só entre 2000 e 2008, a percentagem de pessoas que morreram nos hospitais ou em clínicas aumentou 13,3 por cento em Portugal. Os óbitos hospitalares representaram 61,4 por cento do total (contra 54,2 por cento, em 2000). Ao mesmo tempo, as mortes em casa – que em 2000 correspondiam sensivelmente um terço do total – eram já menos de 30 por cento em 2008. E é preciso notar que aqui estão incluídos os óbitos em lares de idosos. Os dados, do Instituto Nacional de Estatística, são analisados no estudo Dos 15 aos 115 – Tendências da mortalidade em Portugal 2000-2008 – um trabalho em que o Alto-Comissariado da Saúde avalia a evolução da mortalidade na primeira década do século XXI, comparando os valores dos anos 2000, 2004 e 2008.

É a confirmação de um fenómeno que o presidente do Conselho para a Qualidade na Saúde, o médico Luís Campos, foi o primeiro a observar e a destacar em Portugal. Em 1991, num trabalho sobre a hospitalização da morte, Luís Campos traçava já a curva ascendente dos óbitos por doença nas unidades de saúde, por contraponto às mortes por doença no domicílio – que representavam 88,3 por cento do total em 1958. Foi justamente no início da última década do século XX que passou a ser mais comum morrer no hospital do que em casa. Um fenómeno que é explicado por uma série de factores: a ocultação da morte, a mitificação da medicina e os avanços no campo da reanimação, acompanhados da redução do núcleo familiar e do aumento do trabalho feminino. O problema é que “esta mudança sociológica” não foi acompanhada pelo sistema de saúde, observa Luís Campos. Era necessário equipar os hospitais para as novas necessidades, mas ainda pouco foi feito.

Os autores do estudo do alto-comissariado chamam justamente a atenção para as debilidades da resposta a doentes em fase terminal nos hospitais. Para avaliar esta realidade, realizaram um inquérito em 28 serviços e obtiveram respostas de 36 responsáveis. Não é uma amostra representativa, mas permite ter uma ideia do que se passa nas unidades de saúde. Basta ver que apenas 36,8 por cento dos serviços inquiridos dispõem de um local próprio ou reservado para os doentes em fase terminal e que são a excepção os profissionais que têm treino específico para lidar com estes doentes, tal como são uma minoria os departamentos que mencionam a possibilidade de os cuidados serem prestados num esquema domiciliário.

O apoio aos familiares ainda é mais descurado: o telefone é o modo mais usado para participar a morte (71,7 por cento) e só uma minoria dos médicos e enfermeiros procura ajuda psicológica para os familiares após o óbito.

No trabalho recorda-se, a propósito, um estudo conduzido este ano pela Economist Intelligence Unit sobre a Qualidade da morte em 40 países, e em que Portugal surge globalmente classificado no 31.º lugar, sobretudo devido à dificuldade de acesso a cuidados paliativos.

Cancros matam cada vez mais

Globalmente, o cenário é bom: entre 2000 e 2008, verificou-se um declínio da mortalidade em todas as idades e as mortes prematuras (antes dos 65 anos) diminuíram. A má notícia é que os cancros mataram mais. Em termos absolutos, as mortes por cancro aproximavam-se já de um quarto do total dos óbitos em 2008 (23,2 por cento), quando em 2000 representavam pouco mais de um quinto.

Em contrapartida, as mortes devidas às duas principais doenças cardiovasculares (enfartes e acidentes vasculares cerebrais) baixaram substancialmente, de 28,8 por cento em 2000, para 21,6 por cento do total, em 2008.

Os resultados não surpreendem o presidente do colégio da especialidade de Oncologia da Ordem dos Médicos, Jorge Espírito Santo, que atribui este resultado ao aumento do número de novos casos de cancros. Mas há um dado referido no estudo do Alto Comissariado da Saúde – o número de anos de vida potencial perdidos – que é mais revelador, porque este indicador é que permite aferir o impacto que uma doença tem na sociedade, diz. Em 2008, o cancro era responsável por 29,4 por cento do total de anos de vida potencial perdida.”São pessoas que morrem cedo, em idades activas, com qualificação e experiência”, frisa Jorge Espírito Santo. Apesar de o enfoque dever ser colocado na prevenção primária e secundária, o médico lembra que é a boa organização do sistema de saúde também é fulcral para melhorar a situação.

In Publico

As mortes provocadas por Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) em Portugal diminuíram 33,9%.


Entre 2000 e 2008, tendo aumentado os óbitos por cancro no mesmo período, revela um estudo do Alto Comissariado da Saúde, publicado pela agência Lusa.

De acordo com o estudo “Tendências de Morte em Portugal” , disponível no sítio da internet do Alto-Comissariado, em Portugal registaram-se 99.025 mortes em 2000 e 98.840 em 2008, o que representa um decréscimo de 0,2%. O estudo concluiu que a maioria das mortes ocorreu devido a doenças do sistema circulatório e a cancro.

As doenças do sistema circulatório (enfarte agudo do miocárdio e AVC) foram responsáveis por 28,8% das mortes ocorridas em 2000, valor que baixou para os 21,6% em 2008. No entanto, a diminuição foi maior nas mortes devido a AVC (menos 33,9%) do que por enfarte agudo do miocárdio (menos 16,2%).

Em 2008, os AVC foram responsáveis por 162,8 mortes por mil habitantes e os enfartes por 84,9. Entre 2000 e 2008, as mortes provocadas por cancro aumentaram de 20,6% (o que representa 226,6 mortes por mil habitantes) para 23,2% (248,7 mortes por mil habitantes).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Presidente Obama assinou uma lei histórica que estabelece as bases para uma Estratégia Nacional de Alzheimer nos EUA.


Este Projecto cria pela primeira vez uma estratégia nacional coordenada para uma das doenças mais temidas e mais caras e representa o reconhecimento da Doença de Alzheimer como epidemia, actualmente a sexta principal causa de morte nos Estados Unidos.
O Presidente Obama assinou uma lei histórica que estabelece as  bases para uma Estratégia Nacional de Alzheimer nos EUA.


A orientação americana vem ao encontro da posição que a Alzheimer Portugal tem defendido, e pela qual tem lutado, de que o reconhecimento das Demências como prioridade de Saúde Pública e de Política Social e a criação de um Plano Nacional para as Demências têm de ser vistas como uma prioridade nacional.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Terapia ajudou ratos com Alzheimer

Terapia ajudou ratos com Alzheimer

Um grupo de cientistas conseguiu travar, e mesmo melhorar, os problemas de memória em ratinhos com a doença de Alzheimer através de uma terapia génica, em que um gene específico foi alterado para produzir maiores quantidades de uma molécula, a EphB2, que desempenha um papel chave na função da memória. A descoberta pode levar a uma nova abordagem terapêutica em doentes humanos no futuro.

Uma das características da doença de Alzheimer, tanto em seres humanos como em ratos, é que os níveis da enzima EphB2 são anormalmente baixos nos centros da memória do cérebro. E foi ao aumentar a circulação dessa molécula nessas regiões cerebrais, nos ratinhos, que a equipa do Gladstone Institute of Neurological Disease (GIND), em São Francisco, nos Estados Unidos, conseguiu inverter o problema da memória. O estudo foi publicado ontem na Nature.

As funções da aprendizagem e da memória pressupõem uma boa comunicação entre as células neuronais, o que envolve a libertação de moléculas - os neurotransmissores - que estimulam os receptores nas células. Na doença de Alzheimer há uma diminuição dos neurotransmissores.

"Pensámos que a molécula EphB2 deveria estar ligada aos problemas de memória nesta doença porque é um dos reguladores dos neurotransmissores e atinge níveis muito baixos na doença", explicou o coordenador do estudo, Moustapha Cisse.

Ao normalizarem os níveis daquela molécula nos ratos com Alzheimer os cientistas confirmaram a melhoria das funções da memória nos ratinhos e prevêem que a partir daqui é possível desenhar novas terapias.

Fonte: Jornal de Noticias 30-11-2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Há cada vez menos lares para tantos idosos

"A insuficiência de resposta é a maior característica do apoio social a idosos em Portugal", diz Carlos Andrade, da União das Misericórdias Portuguesas (UMP). O ministério que tutela a área garante que não: há mais vagas do que utentes.

Segundo dados da Carta Social de 2008 sobre a capacidade das respostas sociais para a população idosa em Portugal continental, existiam 52.539 utentes em lares de idosos e residências, cuja capacidade total é de 53.373 vagas.

Por sua vez, dados do Observatório de Idosos e Grandes Dependentes da UMP permitem "constatar a persistência da difícil relação entre a procura de idosos que precisam de apoio e acolhimento e a capacidade de resposta: ainda hoje o número de camas é insuficiente", afirma o responsável pelo gabinete de Acção Social da UMP, Carlos Andrade.

Quanto às listas de espera, fonte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social explica que "não é possível apurar uma lista com rigor", considerando que há idosos que podem inscrever-se em vários lares ao mesmo tempo ou garantir uma inscrição ainda antes de necessitar dela por forma a salvaguardar o seu futuro. Factores como estes podem "empolar as listas".

Com uma posição discordante, Carlos Andrade insiste que a única forma de contrariar a insuficiência de respostas sociais seria "criar uma quantidade de instituições e de camas superior aos valores da própria evolução demográfica" portuguesa, cuja tendência é de aumento do número de idosos. Contudo, o responsável da UMP ressalva que "não há estagnação" no universo das instituições para idosos, mas sim um "crescimento que não consegue acompanhar as necessidades reais".

Há, no entanto, um cenário que começa a evoluir: a qualificação dos equipamentos. Neste âmbito, verificam-se duas realidades distintas, continua a defender Carlos Andrade. "Por um lado, existem instituições com equipamentos novos, lares de grande qualidade tanto a nível nacional, como a nível internacional. Por outro lado, encontram-se os lares que continuam a funcionar com equipamentos antigos, mas esforçando-se para melhorar a qualidade dos seus serviços".

A actualização dos equipamentos, muitos deles a funcionar em edifícios centenários, está à espera que "o Estado reconheça o problema e avance com um projecto de apoio significativo para as Misericórdias e para as outras instituições", acrescenta.

Entretanto, no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, "o Governo apostou na criação de raiz de alguns lares, facto que vem gerar mais camas e mais empregos". Contudo, a recuperação de lares antigos "terá que tornar-se numa prioridade do Governo".

Já na perspectiva de José Moura, director de O Lar do Comércio, Instituição Particular de Solidariedade Social situada em Leça do Balio, "o Governo não se tem comportado mal, tem vindo a realizar algum esforço no sentido de melhorar a vida dos idosos". No caso do Lar do Comércio, instituição com 73 anos de existência, José Moura sublinha o facto de "manter acordos com o Estado e não subsídios".

Enquanto que naquele lar os idosos pagam 70% da sua reforma, independentemente do seu valor, tendo acesso a todos os serviços da instituição, no universo da UMP, o custo médio mensal de um idoso para uma instituição situa-se entre mil e 1100 euros.

Neste momento, existem 1.352 instituições da UMP a prestar diversos tipos de apoios a 50.170 utentes em Portugal continental, Açores e Madeira. Neste universo incluem-se lares de idosos e lares para grandes dependentes, centros de dia e de convívio e vários organismos de apoio domiciliário.

Para Carlos Andrade, "o futuro reserva o aumento do número de idosos e a sociedade terá que fazer algo que ainda não fez: olhar com atenção para eles".

2009-12-27 Cláudia Luís

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1456260

COMO ESCOLHER UMA ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS.


«Cuidar de pais ou familiares idosos nem sempre é algo possível de levar a cabo por uma só pessoa e a alternativa prende-se com um internamento num lar de idosos. Uma vez que este pode ser um passo difícil na vida do idoso e da sua família, é importante saber escolher um lar de idosos e são vários os factores que devem ser levados em conta.
Referências

Uma das melhores formas de ficar a conhecer um bom lar de idosos é pedir referências a pessoas em quem confia – certamente conhece familiares, amigos ou colegas de trabalho que já passaram pela mesma situação e que podem indicar alguns dos lares que já visitaram ou que conhecem. Em alternativa, faça uma pesquisa na Internet ou através da lista telefónica – o importante é reunir várias opções para depois poder analisá-las mais cuidadosamente.
Localização

Por norma, uma família que procura um lar de terceira idade para um idoso, quer que esse espaço seja próximo da residência familiar. Porquê? Para estar o mais perto do idoso possível, de forma a facilitar as visitas regulares, mas também para poder acompanhar de perto o seu estado de saúde e poder estar rapidamente ao seu lado no caso de alguma emergência. Sabia que os idosos que têm visitas regulares nos lares onde vivem são mais felizes e saudáveis?

Orçamento

O internamento de um idoso num lar para a terceira idade implica um custo mensal fixo, o que significa que é necessário delinear um orçamento para o efeito. Antes de fazer isso, porém, é importante que a família se reúna e determine quem é que vai pagar essas despesas – vai ser o idoso ou os filhos/familiares vão repartir as despesas entre eles? Conhecido o valor mensal disponível para o efeito, terá mais um critério para o auxiliar na escolha de um lar de idosos.

Visita guiada

Quando já tiver uma lista de lares de idosos interessantes e um orçamento mensal definido, segue-se talvez o passo mais importante: a visita a cada um dos lares. Telefone e agende uma visita guiada, mas antes verifique se existem vagas nesse lar da terceira idade, uma vez que talvez não valha a pena visitar um espaço que não está a aceitar novos habitantes. Se mesmo assim gostaria de conhecer o local, averigúe se têm lista de espera. Agende a sua visita de preferência para uma altura em que tenha tempo para conhecer bem todas as infraestruturas e equipa – esta visita não deve ser feita a correr, afinal de contas trata-se do local onde o idoso possa vir a passar os próximos anos. Se algum lar se recusar em efectuar uma visita guiada, isso pode ser um sinal negativo e esse espaço deve ser riscado da sua lista.

Apresentação

Pretende-se que um lar de idosos seja isso mesmo, um lar. Deixar a sua casa, o lugar onde provavelmente vive há dezenas de anos, para passar a residir num lar pode ser uma alteração de vida dramática para qualquer idoso. Daí a importância de um lar de terceira idade com infraestruturas modernas, amplas, confortáveis e convidativas, mas não só: a higiene e segurança devem ser a prioridade máxima. A sua primeira impressão vai certamente contar muito, mas estar atento a todos os pormenores é fundamental para fazer uma escolha ajuizada: estado dos quartos, estado das casas de banho, cozinha, zona de refeições, zona de estar, infraestruturas exteriores – tudo conta.

Ambiente

Pode deparar-se com um lar de idosos novo, moderno e equipado com tudo do bom e do melhor, mas e o ambiente que se vive nesse espaço? Preste particular atenção aos idosos que lá vivem: estão confortáveis? Parecem felizes? Bem tratados? Estão ocupados ou entediados? Parecem acarinhados ou abandonados? De pouco ou nada serve um lar de idosos luxuoso se o ambiente não for convidativo e familiar.

Recursos Humanos - Colaboradores

Para além da apresentação das infraestruturas de um lar de idosos, a primeira impressão relativamente ao espaço também terá a ver com a forma como foi recebido pelo staff. A observação da equipa que cuida diariamente dos idosos é crucial, por isso, esteja atento a detalhes como: os profissionais andam fardados e identificados? De que forma falam e interagem com os idosos? A equipa parece suficiente ou composta por pouca gente quando comparado com o número de idosos internados? A forma como trabalham resulta num ambiente tranquilo, agitado, caótico? É importante assegurar que o idoso se sentirá bem-vindo e que estará em boas mãos.
Serviços

Conhecer um lar de idosos também passa por conhecer o seu dia-a-dia e, como a sua visita provavelmente se resumirá a poucos minutos, não terá uma ideia completa de como é o seu quotidiano, por isso, pergunte. Faça questões sobre os hábitos e horários diários, sobre os menus servidos e se é possível fazer pedidos especiais, que tipo de actividades fazem com os idosos, quem é que trata da sua higiene pessoal e com que frequência, no fundo tudo o que lhe vier à mente ou que lhe suscitar curiosidade. Pode também pensar nas necessidades específicas do seu familiar em particular e colocar essas questões ao staff.»

Fonte: http://cuidamos.com/artigos/como-escolher-lar-idosos

Discriminação de Idosos seropositivos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Afinal qual é valor de referência?

Não há acordo sobre o custo real do utente dos lares. Estado fixa 775 euros e as instituições dizem gastar 1126.

O Governo e as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) não se entendem sobre o custo de manter um idoso ou deficiente num lar. O Estado quer fixar o valor de referência em 775, 77 euros e as organizações dizem gastar 1126,79 euros, mais 351 euros. É uma das razões porque ainda não assinaram o protocolo de cooperação para 2010, o que devia ter acontecido em Junho. Segunda-feira voltam a reunir-se.

A diferença de valores não implica uma maior comparticipação do Estado, que mantém o montante de 2009: 347,31 euros por utente de um lar e 239,31 por criança no pré-escolar.

"O que está em causa é a fixação de um valor de referência por cada utente de um lar, porque é a partir daí que são definidos os outros valores. E não percebemos porque não estipulam uma quantia mais elevada, quando até o estudo do Instituto de Segurança Social (ISS) (ver infografia) indica custos mais altos", diz Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

Os representantes das IPSS protestam que o valor que recebem é sempre inferior aos custos reais e têm dificuldade em dar resposta às famílias mais carenciadas.

"Uma pessoa que tenha uma reforma elevada, ou cujos familiares têm possibilidades económicas paga um máximo de 125% do valor de referência e este montante é abaixo do seu custo real", explica Carlos Andrade, o vice-presidente da UMP. Um idoso com uma reforma mensal de 3500 euros pagará sempre um máximo de 872,74 euros.

A UMP é uma das IPSS com que o Estado estabelece acordos de cooperação anuais através dos ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação e que, nos últimos anos, têm sido assinados em Junho. As outras são a União das Mutualidades Portuguesas e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. O mesmo engloba as estruturas para crianças, sobretudo no pré- -escolar, onde também existe desacordo. As organizações que prestam este apoio questionam o facto de o Ministério da Educação promover a abertura de equipamentos, com as infra-estruturas das autarquias e funcionários do Estado, em vez de apoiar as suas e que já estão no terreno.

A União das Misericórdias fez um estudo sobre quanto é que gasta com cada utente, recorrendo aos relatórios e contas das Misericórdias de 2007, tendo em consideração todos os custos incluindo os de pessoal. E concluíram: "O custo técnico por utente no lar de idosos corresponde a 1098,24 euros em 2007 e 1126,79, após a respectiva actualização à taxa de inflação", pelo que o valor estimado de 775,77 euros fica muito desfasado da realidade".

E, "mesmo com a possibilidade de comparticipação dos descendentes de 1.º grau, ou herdeiros, sabe-se que as assimetrias sociogeográficas impossibilitam que a solidariedade familiar se efective, suportando as misericórdias o remanescente do custo médio real por utente".

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade não quis ontem comentar o assunto "porque as negociações ainda decorrem".

In DN

sábado, 16 de outubro de 2010

"Corre, não deixes perder o ritmo...."

Lares fazem saldos.

A crise está a levar as famílias a retirar os idosos das instituições, conforme alerta o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos. Para combater este fenómeno, os lares privadas estão a fazer descontos nas mensalidades e planos de pagamentos. A redução do preço das mensalidades tem como objectivo conseguir ocupar todas as vagas. "Lares que antes apenas tinham uma ou duas vagas, hoje não só têm mais lugares vagos, como demoram mais tempo a conseguir ocupá-los", revela o presidente da Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casa de Repouso (ALI). João Ferreira de Almeida dá como exemplo instituições que tinham 1.200 euros de mensalidade, acabam por cobrar apenas 1.000, para ganhar clientes. Outros lares privados optam por fazer planos de pagamentos para as famílias que se atrasem no pagamento. Tal como acontece no lar da Fundação D. Pedro IV, em Lisboa. "Quando as famílias não conseguem fazer face à despesa, reformulamos a mensalidade e se for preciso passamos esses utentes para o sistema da Segurança Social, que também temos aqui", refere uma das funcionárias da instituição. O mais preocupante para os responsáveis são as condições em que os idosos ficam quando são retirados dos lares, para muitas vezes ficarem sozinhos em casa durante grande parte do dia. Manuel Lemos admite ao DN que "as Misericórdias têm conhecimento da saída de idosos de alguns lares", embora esse seja um fenómeno sem reflexo na actividade das associadas da UMP devido às listas de espera.

Fonte: Socialgest

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pergunta 2?



Qual é atitude mais correcta para lidar com uma pessoa idosa recém institucionalizada?
Com ar fechado e rígido quando ás regras da organização? (comummente o profissional)
ou
Com um ar descontraído e atentos ás novas necessidades da pessoa idosa, mediando as necessidades observadas/expressas e as regras da organização?

Pergunta?


Uma pessoa idosa com alterações musculoesquelética, acamada, sem competências para afastar autonomamente as moscas, nomeadamente da boca:
Como se pode garantir a qualidade de vida da pessoa idosa e minimizar o desconforto de uma mosca "chata"?
Tendo em consideração que o uso de insecticida não é recomendável, e não garante 100% eficácia:
Como podemos reduzir esse desconforto?

Cuidadores Informais

CuidadoresI

domingo, 26 de setembro de 2010

Maus tratos a idosos cresceram 120 por cento

Por Redacção

Entre o ano 2000 e o de 2009, o número de idosos vítimas de maus tratos passou de 290 para 639 – números que representam um crescimento de 120 por cento.

Os dados constam no mais recente relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que se prepara para lançar, no próximo dia 7 de Outubro, uma campanha de sensibilização para o problema. Maria de Oliveira, da APAV, explicou ao Público que este fenómeno apresenta uma «tendência de crescimento» que reflecte a falta de preparação das famílias para cuidarem dos seus idosos.

«É importante que as pessoas percebam o que é envelhecer e que estejam preparadas para alguns quadros de depressão e de demência que podem acontecer aos seus familiares. A pirâmide etária está a inverter-se e vamos ter cada vez mais idosos e pessoas mais velhas a tratar deles que não estão preparadas e que reagem por exaustão e por não terem capacidade e distância emocional. É o chamado “stress do cuidador”», disse.
09:18 - 24-09-2010

sábado, 7 de agosto de 2010

Envelhecer ...



Fonte: picasa

Microsoft recolhe vozes de idosos portugueses

É um projecto da Microsoft que está a recolher vozes de portugueses com mais de 60 anos. A ideia é usar essas vozes para formar um padrão que depois será aplicado em sistemas que usam o reconhecimento de voz.

er mais de 60 anos, falar português e viver em território nacional.

São as três condições para doar a voz. É uma campanha para recolher a fala dos seniores portugueses. A ideia é juntar as vozes e formar um modelo em laboratório que depois é usado no reconhecimento da voz em português.


Daniela Braga, a directora de projectos de tecnologia da fala da Microsoft, explica que a voz muda ao longo da vida e por isso, é preciso construir uma voz padrão dos portugueses com mais de 60 anos.

A voz padrão vai ser aplicada em sistemas de assistência aos idosos, por exemplo, para marcar uma consulta ou dar instruções online.

O sistema está a dar os primeiros passos, mas pode ter aplicações práticas no final de 2011.


Daniela Braga admite que numa primeira fase, não vai haver muitos idosos a aderir ao projecto e por isso, foram feitas parcerias com a Santa Casa da Misericórdia e duas unidades de saúde.

Um projecto a olhar para o futuro, contando que em 2050, cerca de um quarto da população terá mais de 60 anos.

Fonte: TSF - Rádio Notícias

Inclusão da vacina da gripe sazonal no Plano de Vacinação

A Assembleia da República recomendou ao Governo a realização um estudo sobre a inclusão da vacina contra a gripe sazonal no Programa Nacional de Vacinação para os grupos alvos prioritários, segundo um despacho publicado em Diário da República.

O estudo deverá avaliar os benefícios da inclusão no Programa Nacional de Vacinação (PNV) da vacina contra a gripe sazonal e a sua administração anual, através dos centros de saúde, a todos os indivíduos incluídos nos grupos alvo prioritários, que desejem que lhes seja administrada a vacina.

Esta proposta partiu do Bloco de Esquerda e foi discutida a 19 de Maio na comissão parlamentar de Saúde, que decidiu propor ao Governo a realização deste estudo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fixou como objectivo para 2010 atingir uma taxa de vacinação em idosos de pelo menos 75 por cento, mas de acordo com os últimos dados disponíveis (2008/2009) a cobertura vacinal de idosos é de 53 por cento em Portugal.

O deputado do BE João Semedo argumentou, na altura, que uma das razões para que a taxa de cobertura vacinal “não seja mais próxima dos valores recomendados é porque a vacina é paga”. Segundo o BE, a inclusão da vacina no PNV iria evitar internamentos desnecessários devido a complicações da gripe (pneumonia), o que se traduziria numa poupança de 10,5 milhões de euros por ano na população com mais de 65 anos. “O custo adicional desta medida é de apenas 3,4 milhões de euros do que os encargos actuais com a vacina da gripe, o que é claramente compensado pela poupança em internamentos”, defende o BE.

As vacinas contra a gripe sazonal estão disponíveis para o mercado nacional em Outubro, podendo ser compradas nos meses seguintes. No ano, passado, chegou as farmácias mais cedo, a 15 de Setembro.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) elegeu como grupos prioritários da vacinação contra a gripe sazonal as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com mais de seis meses de idade, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (lares de idosos, por exemplo). A vacina é comprada nas farmácias com receita médica e deve ser administrada, preferencialmente em Outubro, mas pode sê-lo durante todo o Outono e Inverno.

Fonte: Jornal Público

“É premente os profissionais que trabalham nesta área juntarem-se, trocarem ideias e debaterem soluções”

Apesar de existirem cada vez mais idosos em Portugal, estes não são tratados por médicos especializados devido à inexistência de uma especialidade ou subespecialidade em Geriatria na medicina portuguesa, alerta o vice-presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia. A propósito do V Congresso da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, subordinado ao tema “Envelhecimento: Da Biologia à Gerontotecnologia”, que decorreu quinta e sexta-feira em Lisboa, Wolfang Gruner realçou que, “oficialmente, não há médicos geriatras em Portugal”.

“Há médicos que têm um grande interesse por este grupo de doentes, mas oficialmente não existe esta especialidade”, sustentou o médico, defendendo a necessidade “premente” de resolver esta situação devido ao crescente envelhecimento da população portuguesa.

A Alta Comissária da Saúde considera que a Geriatria (que estuda a patologia do idoso) devia ser uma subespecialidade da Medicina Interna. Maria do Céu Machado adiantou que, tal como existem médicos especialistas em bebés, é necessário haver geriatras para cuidar dos idosos, um “grupo específico, com aspectos especiais do funcionamento dos seus órgãos, que não podem ser tratados como um adulto saudável”. “Tem de haver alguém com gosto específico para lidar e tratar do idoso tal e qual como há pediatras com gosto específico para tratar de recém-nascidos”, justifica.

Para a Alta Comissária da Saúde, “há toda uma formação e um conhecimento em fisiologia e fisiopatologia do idoso que é preciso ter”, assim como “todo o conhecimento no tratamento específico” destes doentes. Maria do Céu Machado dá como exemplo a medicação, lembrando que um idoso toma, em média, sete medicamentos por dia. “Tem que se conhecer a fisiopatologia do idoso para saber quais podem ser as consequências adversas de, por exemplo, fazer associação de medicamentos”, exemplifica.

Maria do Céu Machado acrescenta que a maior parte das faculdades de Medicina não tem a cadeira de Geriatria. Naquelas que têm, é uma cadeira opcional ou de mestrado ou pós-graduação. “Tenho conhecimento que a Faculdade de Medicina de Lisboa vai ter uma área de Geriatria e congratulo-me com isso”, frisa.

Para debater os problemas dos idosos, a Associação Portuguesa de Psicogerontologia reuniu, em congresso, vários especialistas para debater temas como “osteoporose e prevenção de quedas”, “cuidados de saúde para os mais velhos” e “processo de envelhecimento e estratégias preventivas”.

“É premente os profissionais que trabalham nesta área juntarem-se, trocarem ideias e debaterem soluções” para responder aos desafios levantados pelo envelhecimento da população, justifica o vice-presidente da associação.

Fonte:20.10.09 · Informação APP - associação portuguesa psicogerontologia

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Livro: (...) maus tratos ao Idoso

ESTUDO SOBRE AS MEDIDAS DE INTERVENÇÃO SOCIAL NOS MAUS TRATOS AO IDOSO
José Carreira

Sinopse: «Num contexto de globalização e de desenraizamento cultural e afectivo a população idosa, que representa uma faixa populacional em crescimento nos países desenvolvidos, tem apresentado carências múltiplas ocasionadas pelo abandono e pelos maus-tratos em ambientes hostis, que acompanharam o êxodo das populações do interior para as grandes cidades. Perdidas as referências e o poder simbólico de quem mantinha a casa com o seu salário, o velho de hoje, tido como sobrante, soma à sua solidão os maus-tratos numa qualidade de vida que se perde e não se recupera»

Fonte
http://www.bubok.pt/

sexta-feira, 12 de março de 2010

8 em cada 10 dos cuidadores informais sofrem de stress

Aproximadamente 80% das pessoas que cuidam de um familiar idoso sofrem de ansiedade ou stress, segundo uma investigação da Universidade de Granada, em Espanha. O estudo foi realizado com 203 cuidadores informais de pessoas idosas dependentes e confirmou os riscos de problemas de saúde mental para estes cuidadores, particularmente para as filhas dos idosos, que frequentemente cumprem esse papel. “Os efeitos do stress e da ansiedade são conhecidos por afectar o cuidador informal, mas acreditamos que essas varáveis são insuficientes para explicar a variabilidade que ocorre no comportamento do cuidador na sua relação com aqueles que recebem os cuidados”, concluíram os autores. “O cuidado altamente stressante pode ser crónico e inclui muitos aspectos difíceis e incontroláveis, como o facto de testemunhar o sofrimento do familiar, problemas financeiros, isolamento social e o desempenho de tarefas árduas, quer física quer psicologicamente”, ressalvam especialistas da Universidade do Sul da Florida, nos EUA, num outro estudo recente sobre o assunto.

Fonte: socialgest

domingo, 21 de fevereiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Prestação familiar de cuidados a idosos dependentes com e sem demência...

"Prestação familiar de cuidados a idosos dependentes com e sem demência : abordagem multidimensional das (dis)semelhanças"

títuloPrestação familiar de cuidados a idosos dependentes com e sem demência : abordagem multidimensional das (dis)semelhanças

autorFigueiredo, Daniela Maria Pias de,

orientadorSousa, Liliana Xavier Marques de
Lima, Margarida Pedroso de

data2007

tipoTese de doutoramento

assuntoCiências da saúde / Pessoas idosas / Cuidados de saúde / Pessoas idosas

departamentoSecção Autónoma de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro

resumoA investigação acerca da prestação informal de cuidados tem privilegiado a análise dos impactos negativos (sobrecarga). Todavia, uma abordagem que exclui os aspectos positivos é incapaz de proporcionar uma explicação compreensiva da complexidade da prestação de cuidados a um familiar idoso dependente. Paralelamente, a maioria dos estudos sobre os impactos da tarefa de cuidar recai sobre os cuidadores de idosos com demência. Assim, torna-se fundamental comparar o impacto desta tarefa nos cuidadores familiares de idosos dependentes com e sem demência. Os modelos transaccionais de stresse permitem explorar a complexidade e dinâmica da prestação informal de cuidados. Este estudo tem como principal finalidade compreender a perspectiva de cuidadores familiares de idosos dependentes com e sem demência acerca das principais dinâmicas inerentes a prestação de cuidados, como se relacionam e quais os efeitos sobre o seu bem-estar. A amostra compreende 99 cuidadores familiares de idosos dependentes: 52 cuidam de um idoso com demência e 47 de um idoso sem demência. Foram administrados vários instrumentos para avaliar diferentes variáveis inerentes ao contexto da prestação familiar de cuidados: variáveis sócio-demográficas e contextuais do cuidador familiar e do idoso dependente, grau de dependência funcional do idoso, stressores primários objectivos e subjectivos, tensões de papel e tensões intrapsíquicas, percepção das dificuldades, estratégias de coping, satisfações, rede social pessoal, satisfação com a vida e percepção do estado de saúde. Os principais resultados indicam que: i) ambas as sub-amostras de cuidadores tendem a percepcionar o seu estado de saúde como fraco, contudo é a nível da saúde mental que se verificam diferenças relevantes entre as sub-amostras, sendo que os cuidadores familiares de idosos sem demência se encontram significativamente melhor; ii) os cuidadores familiares sentem-se um pouco insatisfeitos com a vida, embora aqueles que cuidam de um idoso sem demência tendam a apresentar resultados mais favoráveis; iii) as satisfações que derivam da prestação de cuidados estão presentes e coexistem a par com as dificuldades; iv) a situação de demência ou não no receptor de cuidados não parece assumir um papel determinante no reconhecimento das fontes de satisfação, coping e rede social pessoal; v) a sobrecarga do papel surgiu mais frequentemente como preditora da satisfação com a vida e da percepção do estado de saúde do cuidador. Estes resultados têm implicações na intervenção: alertam para a necessidade de planeamento de respostas diferenciadas, baseadas na percepção do cuidador; despertam para a importância de ajudar os cuidadores a identificar fontes de satisfação na prestação de cuidados, já que estas se associam ao enriquecimento da relação de cuidados, ao incremento do bem-estar do cuidador, coping eficaz e reduzida institucionalização do idoso.

fONTE: http://biblioteca.sinbad.ua.pt/teses/2007001045

SONDA NASOGÁSTRICA


A sonda nasogástrica é um tubo plástico flexível que se mete pelo nariz até ao estômago. Serve para dar medicamentos e alimentos às pessoas que não conseguem engolir.


Limpeza/Higiene/Fixação

  • Após lavar a cara ou tomar banho secar o tubo e trocar o adesivo de fixação ao nariz. Deve estar sempre limpo e seco, evitando o desconforto para o paciente e o mau cheiro;
  • Não dar puxões, pois o tubo pode sair do sítio e deixar de cumprir a sua função;
  • Limpar as narinas e tomar cuidado para não pressionar a narina ao fixar o tubo, causando feridas;
  • Por vezes é necessário proteger as mãos do paciente com luvas sem os dedos, para o impedir de retirar a sonda. Isto pode acontecer em pessoas com demências, agitação motora, quadros de confusão mental, etc.
  • Lavar a sonda com água após administração de dietas ou medicamentos (até 20 ml), mantendo sua permeabilidade, evitando que a sonda entupa.

Preparação da alimentação

  • Triturar com varinha mágica, até ficar bem fino, quase líquida;
  • Depois de triturado, passar os alimentos por um coador fino para eliminar qualquer resíduo sólido que possa obstruir a sonda.

Administração de dieta, infusões de líquidos e medicamentos

  • Posicionar o doente;
  • Administrar depois.
Fonte:http://ajudaavc.net/index.php/nutricao-e-alimentacao/sonda-nasogastrica

domingo, 27 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Blá, blá, blá.
Que as nossas acções sejam superiores às intenções de natal.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Complemento para idosos não tira reformados solitários da pobreza

O complemento solidário para idosos (CSI) permite aumentar o rendimento dos pensionistas mais pobres mas, do ponto de vista estatístico, falhará o objectivo de tirar da pobreza os reformados que vivem sozinhos.


O complemento solidário para idosos (CSI) permite aumentar o rendimento dos pensionistas mais pobres mas, do ponto de vista estatístico, falhará o objectivo de tirar da pobreza os reformados que vivem sozinhos.

A conclusão consta de um estudo da autoria do economista Carlos Farinha Rodrigues, e explica-se pelo facto de os limites de rendimento mínimo estabelecidos anualmente pelo Governo serem mais baixos do que o limiar da pobreza que entretanto vai sendo apurado.

Elisabete Miranda
elisabetemiranda@negocios.pt

O complemento solidário para idosos (CSI) permite aumentar o rendimento dos pensionistas mais pobres mas, do ponto de vista estatístico, falhará o objectivo de tirar da pobreza os reformados que vivem sozinhos, noticia o Jornal de Negócios. A conclusão consta de um estudo da autoria do economista Carlos Farinha Rodrigues e explica-se pelo facto de os limites de rendimento mínimo estabelecidos anualmente pelo Governo serem mais baixos do que o limiar da pobreza que entretanto vai sendo apurado. O mesmo estudo revela que um em cada quatro idosos que recebe o CSI não se encontra verdadeiramente numa situação de pobreza. O estudo de Farinha Rodrigues compara o rendimento social de inserção, criado pelo Governo de António Guterres, e o complemento solidário para idosos, aprovado por José Sócrates, e conclui que a prestação de apoio aos idosos é menos eficaz no combate à pobreza do que o RSI.

Ver Jornal de Negócios



Governo admite corte nas novas pensões, mas não avança números

Por Redacção

O Diário de Notícias cruzou a legislação em vigor e dados do Instituto Nacional de Estatística e avançou que as pensões podem, já em 2010, ser reduzidas em 1,65 por cento. Segundo a Renascença, o Governo admite o corte, mas recusa indicar valores.

Maria do Carmo Tavares, da CGTP, considera este cenário inaceitável. Por outro lado, Paula Bernardo, da UGT, considera que a introdução do factor sustentabilidade será a forma mais justa de garantir o futuro do sistema de Segurança Social.

Para evitar o corte previsto nas pensões, os contribuintes que planeiem reformara-se ém 2010, aos 65 anos, terão de trabalhar mais dois a cinco meses. As novas contas devem-se ao aumento da esperança média de vida em 2009.
14:49 - 02-12-2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Portugueses envelhecem mais rápido










Nos últimos 28 anos, a percentagem de idosos na população portuguesa aumentou para 17,4%


Não há nenhum país da Europa que esteja a envelhecer tão rápido como Portugal. Entre 1980 e 2008, a percentagem da população com mais de 65 anos subiu de 11,2% para 17,4%. Esta foi uma das conclusões do estudo do Instituto de Política Familiar, apresentando ontem no Parlamento Europeu.

Apesar de Portugal ainda estar longe dos 20,1% de idosos de Itália e Alemanha, o ritmo de crescimento tem sido acentuado. "Tivemos um processo de envelhecimento mais acelerado do que outros países, muito por culpa de um declínio grande da fecundidade", explica ao i Maria Filomena Mendes, professora da Universidade de Évora. "Nos últimos anos, tem havido mais medidas, mas em geral os governos não se aperceberam desta tendência demográfica."

Mário Bandeira, especialista em demografia e professor no ISCTE, também culpa a não intervenção dos governos pelo agravamento da situação. "Desde 1982, quando baixámos dos 2,1 filhos por mulher, que não asseguramos a substituição das gerações", afirma. "Lembro-me de Cavaco Silva ter colocado médicos a estudar a infertilidade das mulheres quando era primeiro-ministro. Os resultados estão à vista."

E o futuro não parece muito risonho. O envelhecimento deverá continuar nos próximos anos, o que já está a ter graves consequências para a sustentabilidade da segurança social. "O Estado tem de pagar a mais pessoas e durante mais tempo", sublinha Filomena Mendes. "É necessário aumentar a natalidade de forma sustentada, através de incentivos laborais, nos custos da educação dos filhos e no rendimento das famílias."

O estudo revela ainda que, a par de Espanha, Portugal é o país que menos assistência oferece às famílias. O Estado português gasta 1,2% do PIB, enquanto a média europeia chega a 2,1%. Na opinião de Mário Bandeira, o mais importante é haver uma revolução de mentalidades. "É preciso perceber que está em causa o futuro do país."

Fonte: Jornal i - por Nuno Aguiar , Publicado em 12 de Novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Maus tratos a idosos triplicaram

"por

FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA22 Janeiro 2008

A tendência está à vista. O fenómeno de violência contra idosos tem vindo a aumentar em Portugal. Os mais recentes números conhecidos revelam que, nos últimos cinco anos, os registos deste tipo de violência triplicaram, dos mais de oito mil casos para os quase 25 mil em que a vítima do crime tem mais de 64 anos. Segundo fonte oficial da PSP, em 2007, "a tendência é a de que se registe um aumento da criminalidade denunciada neste contexto". "Não necessariamente pelo aumento de crimes, mas antes pelo aumento das queixas", explicou a mesma fonte ao DN.

Das 2911 queixas recebidas na PSP em 2006, apenas 139 são respeitantes a violência contra idosos. "Os idosos são vítimas silenciosas, já que não apresentam queixa por medo", garantiu fonte do gabinete do procurador-geral da República (PGR) ao DN.

E, por esse motivo, Fernando Pinto Monteiro já assegurou que vai pedir às procuradorias distritais de Lisboa, Porto, Évora e Coimbra que alertem as autarquias, juntas de freguesia e serviços da Segurança Social para denunciarem os casos de que tenham conhecimento.

O PGR garantiu mesmo que recebe centenas de faxes e cartas a denunciar essas situações. Como se trata de crime público nos casos mais graves - se estivermos perante ofensas corporais graves ou mesmo homicídio - e, como tal, não estão dependentes de queixa por parte das vítimas, Pinto Monteiro pede que haja uma atenção redobrada dessas instituições face a esta realidade.

"Não há nenhuma crítica que me faça desistir do meu caminho", garantia Pinto Monteiro na altura em que revelava que a violência nas escolas e contra idosos vai ser prioridade para 2008. O PGR garante que os casos que envolvem idosos são pouco denunciados, "razão pela qual é necessário e urgente tomar medidas".

Mas de que tipo de situações falamos? Quando se pensa em violência contra idosos, a tendência do comum dos mortais é pensar em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento - esta última uma situação muito comum, aliás. Mas para além destas existem muitos outros casos de violência que são complexos, de difícil diagnóstico e também de muito difícil prevenção.

Os agressores mais frequentes podem exercer essa violência de diversas formas: maus tratos e abusos físicos, maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência nas doses de medicamentos erradas dadas ao idoso para "ficarem mais calmos", negligência nos cuidados de saúde - na sua maioria em lares -, abuso sexual, embora em menor escala, e ainda o abuso material, através da tentativa de extorquir dinheiro. Este caso é frequente por parte dos filhos sobre os pais já pouco lúcidos.

Os maus tratos contra os idosos praticados pela família e pelos cuidadores dos lares são muitas vezes agravados pela falta de preparação e pouca sensibilização para a velhice. Segundo o estudo "Violência contra os mais velhos. Uma realidade escondida", das psicólogas Cristina Verde e Ana Almeida, "quanto maior for o índice de dependência do idoso e a precariedade social, mais provável é ocorrerem situações de maus tratos". Mesmo em instituições legalizadas, onde a satisfação de necessidades fisiológicas básicas, cuidados primários de saúde e higiene nem sempre são respeitados."

Fonte : Jornal de Noticias 10/11/2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aumentam os lares ilegais

Mais preocupante do que os lares sem alvará é o recrudescimento de "casas clandestinas" onde os particulares acolhem idosos sem reunirem as mínimas condições para tal, denuncia o presidente da Associação de Lares de Idosos.

João Ferreira de Almeida disse, ao JN, que este é um fenómeno "muito preocupante, que está em explosão de Norte a Sul do país". Tratam-se de pessoas particulares que aceitam acolher em suas casas "um, dois, três ou mais idosos" a troco de uma mensalidade e que, muitas vezes, colocam esses idosos "a viver em caves ou outros locais do género", critica o presidente da ALI (Associação de Lares de Idosos, Casas de Repouso e Assistência Domiciliária).

De acordo com este dirigente, as autoridades policiais e a própria Segurança Social têm conhecimento desta realidade, mas argumentam que não é fácil actuar. "Só podem entrar em casas particulares com autorização do proprietário ou com mandado judicial e este nem sempre é fácil de obter", observa João Ferreira de Almeida.

Este responsável refere ainda que "ninguém sabe quantas são estas casas, em que condições vivem estes idosos, se têm ou não acompanhamento médico", atribuindo às famílias uma quota-parte na responsabilidade deste fenómeno. "Ao deixarem os seus idosos nestes locais, livram-se desta preocupação", acusa.

João Ferreira de Almeida considera que este fenómeno é mais preocupante do que o dos lares sem alvará porque estes últimos "sempre têm um letreiro a publicitar o que são e a maioria até pertence a empresas registadas". Pede maior fiscalização também para combater a "concorrência desleal".

O JN tentou ouvir o presidente do Instituto de Segurança Social (ISS) sobre a problemática dos lares de idosos e estabelecimentos similares, mas Edmundo Martinho não esteve disponível. Fonte da ISS adiantou apenas que em 2008 foram encerrados 75 lares, devido à "deficiências graves".

Em Janeiro de 2008, o Procurador-Geral da República definiu como tendo "especial prioridade", em termos de investigação, os crimes cometidos contra idosos. Questionada pelo JN, a Procuradoria-Geral da República referiu que "não foi constituída nenhuma equipa especial, mas pediu-se a colaboração das Juntas de Freguesia, das Autoridades de Saúde e das Entidades Policiais".

In JN

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A mais velha candidata às autárquicas

É a mais idosa candidata às eleições autárquicas. Teresa Santos Lopes, tem 97 anos e é candidata à Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra.

Teve oito filhos, é avó de 20 netos, tem 32 bisnetos e um trinetos.

É a primeira vez que se candidata a umas eleições autárquicas, mas tem o discurso político na ponta da língua.

Quem é Teresa Santos Lopes? É uma grande mulher portuguesa de 97 anos que resolveu candidatar-se a vereadora quando a neta não tinha dinheiro para estudar.

Faz a sua campanha política de casa em casa ao lado das duas filhas; mas quem conquista o voto é ela com a sua conversa fluente.

Assumindo-se como "muito politiqueira", tem uma visão de política de fazer inveja a muita gente: "Não se pode ir para uma junta ou uma câmara a pensar que vão os outros trabalhar por nós, não pode ser uma brincadeira O desemprego entre os jovens da Vila Franca da Beira e o estado da sua terra são alguns problemas que preocupam D. Teresa que vai continuar a chamar a atenção para os problemas da terra. Até porque como disse, pode estar "muito doentinha e velhinha mas a língua ainda está boa".

Será que é verdadeira aquela velha máxima "A idade é um posto" ? Uma coisa é certa alguém com a bonita idade de 97 anos poucas ambições económicas já deve ter, as suas ambições devem concentrar-se apenas em ajudar quem necessita e fazer deste nosso Portugal um país mais justo para todos os portugueses. A questão está em saber como fazê-lo.

Fonte: socialgest

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aprenda a envelhecer com qualidade

Aprenda a envelhecer com qualidade

Data: 02-08-2009 Fonte: Expresso


Em 1920, um homem com 36 anos era velho. Hoje, a esperança média de vida num homem é de 75,18 anos. Mas atenção à saúde, ao dinheiro, à estética e às relações pessoais se quer chegar a velho em boa forma.

Obesidade não, obrigada!

Portugal não é dos países europeus mais envelhecidos, mas é um dos que mais paga a factura da obesidade. Porque submete todos os órgãos a um sobre-esforço, há estudos que defendem que os obesos vivem entre 10 a 15 anos menos do que os magros. "Prevenir a obesidade é aumentar a longevidade da população e promover o bom envelhecimento", lembra Manuel Teixeira Veríssimo, professor da Faculdade de Medicina de Coimbra e coordenador do Núcleo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. De um modo simplista, "comer menos e mexer mais" é o conselho mais avisado. Optar por alimentos com menos quantidade de calorias, fazer actividade física regular - adequada à idade (ver mais à frente) - e aumentar a ingestão de frutas e de verduras são armas para se proteger das doenças que aparecem com o passar dos anos.

Mineralize-se e vitamine-se

As vitaminas e minerais são substâncias reguladoras do organismo que, quando em falta, podem originar doenças ou anomalias de funcionamento dos órgãos e do organismo em geral. Nos mais velhos, o risco de aparecimento de défices destas substâncias é maior, porque muitas vezes fazem alimentações monótonas e deficitárias e também devido à habitual polimedicação. A identificação destas carências é particularmente importante nos que têm mais de 65 anos, já que pode causar sinais e sintomas que são entendidos, até pelo médico, como manifestações de envelhecimento sem cura, quando afinal não passam de um défice vitamínico.

Antioxidantes ao virar da esquina

Hoje é difícil não ouvir falar nos outrora desconhecidos antioxidantes, "substâncias presentes em alguns alimentos, outros produzidos pelo próprio organismo, que neutralizam restos de reacções químicas produzidas pelo organismo, que se não forem neutralizadas vão lesar o ADN das células e levar a reacções que facilitam as doenças atrás referidas e o envelhecimento". Vários estudos têm provado que os antioxidantes do reino vegetal têm efeitos antienvelhecimento. Só que, lembra o médico, "uma coisa é demonstrar-se que as populações que consomem alimentos ricos em antioxidantes estão mais protegidas contra determinadas doenças, outra é pensar-se que a suplementação com essas substâncias tem o mesmo efeito". O que se aconselha, mais uma vez, é que se faça uma alimentação rica em fruta, legumes, frutos secos, cereais integrais ou pouco polidos.

Ponha a sua vida em exame

Os seniores estão mais sujeitos a contrair doenças, devendo ser avaliados pelo seu médico com regularidade. Até aos 75 anos, se não houver nenhuma doença grave, bastará fazer a sua avaliação anual com o seu médico assistente. A partir dos 75 surgem, normalmente, mais problemas, alguns dos quais têm mais a ver com as limitações funcionais e com problemas sociais do que, propriamente, com a doença. Por isso, para além da avaliação clínica, deve ser também feita, com alguma regularidade, uma avaliação multidimensional, composta por avaliação funcional, mental, nutricional e social.

Exercício com regularidade e moderação

"Está hoje bem demonstrado que a perda de função dos vários aparelhos e sistemas do organismo é mais lenta nas pessoas que praticam regularmente exercício físico. Tal como está comprovado que ajuda a prevenir e tratar a ansiedade, a depressão e melhora a auto-estima", explica Manuel Veríssimo. A natação, que tem a vantagem de não sobrecarregar as articulações, a ginástica, a marcha, o ciclismo, o golfe, o ténis e a dança são, genericamente, as actividades aconselhadas. Sendo a frequência diária a ideal, são consideradas adequadas três a cinco vezes por semana. Pode também optar por passeios, subir escadas em vez de usar o elevador, fazer trabalhos de jardinagem ou horticultura.

Tabaco e álcool

Para os que continuam a fumar, aconselha-se comer alimentos ricos em vitamina C embora estejam perfeitamente a tempo de parar, com benefícios para o seu corpo. Alegrem-se os apreciadores de vinho tinto, o consumo moderado desta bebida pode ter alguns benefícios para a saúde, nomeadamente porque tem propriedades antioxidantes e efeito positivo a nível do colesterol e da trombose. Saliente-se que como consumo moderado se considera um máximo de 400 ml de vinho por dia para o homem e 250 ml para a mulher.

Beleza é fundamental

Rugas, flacidez, manchas na pele são sinais de envelhecimento cutâneo que a indústria cosmética tenta atenuar, nomeadamente com princípios activos que podem ser encontrados em séruns e cremes, mas também em produtos destinados à limpeza do rosto de marcas conceituadas, explica Catarina Madeira, farmacêutica, especializada em cosmetologia. A sua eficácia depende da utilização diária. Outros produtos com o mesmo objectivo, mas para ingerir ou injectar, são comprimidos/suplementos alimentares que actuam a partir do interior, complementando a acção do creme aplicado exteriormente. Os injectáveis são utilizados nas intervenções cosméticas, cirúrgicas ou não cirúrgicas. Dois dos mais citados são a toxina botulínica e o ácido hialurónico. O primeiro actua por relaxamento muscular, que por sua vez impede a formação ou agravamento da ruga; e o segundo, ao ser injectado, preenche a ruga e as depressões, dissimulando-as. A maior preocupação estética dos homens continua a ser a perda de cabelo e as manchas na pele. A oferta, explica Catarina Madeira, é múltipla no campo da cosmética. E acrescenta que a protecção solar deve ser aplicada durante todo o ano, medida que prevenirá o alastramento de manchas.

Vai dar para viver apenas da reforma?

Talvez sim ou talvez não, como explicou um responsável da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património ao Expresso: "Face ao envelhecimento da população, ao aumento da esperança média de vida e também à incerteza sobre o valor futuro da pensão, o investimento em instrumentos financeiros, como os famosos Fundos de Pensões e os Planos de Poupança Reforma, constitui um complemento de reforma." Estes produtos permitem, através da aplicação de reduzidos montantes, aceder a uma gestão profissional que garantirá, na forma de pensão, a manutenção do orçamento mensal após a passagem à reforma.

Quando idealmente devemos começar a preparar esta poupança?

Quanto mais cedo se iniciar a constituição de um complemento de reforma - PPR ou Fundo de Pensões -, menor será o esforço de poupança exigido. O próprio Estado incentiva a poupar através de uma tabela de benefícios fiscais, por escalões etários, com vantagens acrescidas para os jovens. A subscrição de um Fundo de Pensões/PPR logo no início da vida profissional tem vantagens, uma vez que quanto maior for o período de tempo entre a data da adesão ao Fundo de Pensões e a data da reforma maior será o valor investido e, desta forma, maior o valor do complemento de reforma. Estes fundos podem adoptar várias políticas de investimento: quem estiver longe da idade de reforma poderá optar por um Fundo de Pensões/PPR com uma maior percentagem de investimento em acções, que têm um maior potencial de valorização a longo prazo. Em contrapartida, um indivíduo que se encontre já na casa dos 50 anos deverá optar por um fundo com uma percentagem investida em acções bastante reduzida e com um perfil de risco mais conservador.

Trocar a TV pelos netos e pela solidariedade

Há um rol de iniciativas que se podem pôr em prática depois da reforma. Várias ONG recrutam recém-reformados para seus voluntários. "Está calculado que aos 100 anos o idoso ainda detém cerca 80 por cento das suas capacidades psíquicas, o que é, largamente, suficiente para uma normal vida de relação", explica o médico Manuel Veríssimo. O que se perde em algumas capacidades, como a memória, ganha-se em poder de associação. Os que têm mais de 65 anos devem treinar o cérebro diariamente com leitura, palavras cruzadas e jogos que exijam capacidade de raciocínio. E, já agora, porque não ajudar a criar os netos? Aos pais ajuda, e muito, para os netos é uma bênção, por receberem a atenção que os pais não lhes conseguem dar, e para os avós é uma maneira de se sentirem úteis, ocupados e, com prazer, poder fazer o que possivelmente nunca fizeram com os filhos. O acompanhamento dos netos tem também uma vantagem incomensurável, explica o especialista em geriatria: obriga-os a adaptarem-se às mudanças sociais a que os jovens sempre aderem, favorecendo assim a sua actualização a todos os níveis.

Sexualidade diferente

A menopausa e a andropausa estão associadas a alterações do comportamento sexual, mas é preciso saber que depois dos 65 anos ainda existe vida sexual. A menopausa é marcante na mulher, anunciando-lhe que terminou a função da reprodução. Mas, "é especialmente marcante porque este anúncio se faz com sintomatologia desagradável, correspondente a uma quebra acentuada da produção de estrogénios, a que progressivamente se associam diversas manifestações de envelhecimento a nível de vários órgãos, como pele, órgãos sexuais, ossos, etc.", esclarece o coordenador do Núcleo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. A hormonoterapia de substituição é uma forma que a mulher tem de contrariar esta situação, no entanto, como pode aumentar, ainda que ligeiramente, o risco de cancro, muitas mulheres têm receio de aderir à terapêutica, apesar de, na prática, melhorar muito a qualidade de vida da mulher menopáusica. Já a andropausa é progressiva, e não é evidente propriamente uma quebra, como na mulher, sendo antes um contínuo resultante da progressiva mas lenta diminuição da produção de androgénios. Sendo evidentemente marcos na vida de homens e mulheres, estas fases não representam o fim do apetite sexual mas antes uma sexualidade diferente da das idades mais jovens, "não deixando contudo de continuar a ser interessante e atraente"

Cartão para seniores

O acréscimo a médio prazo dos casais "bipensionistas", que se deve à generalização do trabalho feminino remunerado, é um factor que irá contribuir para o aumento do rendimento disponível dos seniores no futuro. É expectável que aumente o consumo sénior na saúde, na higiene e beleza, no turismo (veja-se o sucesso da experiência do "Turismo Sénior" do Inatel) e na ocupação de tempos livres. A criação recente do cartão Mundo Sénior (em paralelo com um jornal com o mesmo nome dirigido a esta faixa etária) tem como objectivo incentivar uma perspectiva activa da reforma. Trata-se de um cartão, de acesso gratuito, que dá ao seu portador um conjunto de descontos em serviços e produtos dirigidos à população maior de 65 anos nas mais diversas áreas - Saúde, Turismo, Lazer e Formação, Telecomunicações. No sector da banca e segurador, o portador do cartão terá, por exemplo, acesso a seguros especialmente formatados para o sector sénior

terça-feira, 7 de julho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

AJUDAR A LEVANTAR DE UMA CADEIRA


Os idosos em Portugal

"No dia 26 de Julho vai comemorar-se o Dia Mundial dos Avós, o que motivou a realização de um sondagem exclusiva no Fonebus sobre a situação dos idosos em Portugal. Confira os resultados.

Marktest.com, 24 Julho 2007

Em 2005, as estimativas do INE apontam para a existência de 1,8 milhões de idosos (65 e mais anos) a residir em Portugal, um valor que representa 17.1% da população total.

A representação geográfica desta variável mostra um país divido entre litoral e interior, sendo aqui que o peso dos idosos é maior. As áreas metropolitanas da Grande Lisboa e do Grande Porto (especialmente esta) mostram uma estrutura mais rejuvenescida.

Idanha-a-Nova, apesar do nome, é o concelho mais envelhecido do país, aquele onde os mais idosos têm maior peso (42.0% da população residente neste concelho tem mais de 64 anos). Penamacor e Alcoutim são os outros concelhos mais envelhecidos, onde estes indivíduos representam cerca de 40% dos seus residentes.

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Estes são os números de partida. Mas, o que pensam os portugueses da situação em que vivem os mais idosos no nosso país? Foi isso que quisemos saber através da sondagem exclusiva realizada no Fonebus da Marktest.

A primeira questão dizia respeito à avaliação geral que é feita da situação dos idosos no nosso país. A maioria dos inquiridos, 43.4% entende que ela é hoje pior do que há cinco anos atrás. Para 25.7%, a situação melhorou, enquanto 24.6% entende que se manteve e 6.3% não expressa opinião.

Os mais optimistas estão no Interior Norte (30.6% entende que a situação melhorou) e têm entre 55 e 64 anos (31.5% acha que a situação é agora melhor). Pelo contrário, os mais pessimistas são os residentes no Litoral Centro e os indivíduos da classe alta/média alta (52.6% e 52.5%, respectivamente, entendem que a situação piorou).

Os problemas económicos e a solidão são identificados como os principais problemas que atingem actualmente os idosos portugueses. Para 35.8% dos inquiridos as questões económicas são as mais relevantes, enquanto 26.4% refere a solidão. A falta de equipamentos de apoio (como apoio domiciliário, lares, etc...) é indicada por 12.7% dos inquiridos, enquanto 14.4% identifica os aspectos relacionados com a saúde como os mais preocupantes.

Na sugestão de medidas a implementar para resolver os problemas dos idosos em Portugal, o aumento das reformas foi o mais referido, por 39.6% dos entrevistados. Um quarto dos indivíduos (25.3%) indicou a necessidade de haver mais apoios às famílias para manterem idosos em suas casas e 24.4% referiu a criação de mais lares de 3ª idade. A criação de serviços de apoio domiciliário e a criação de centros de dia foram referidas por 19.4% e 17.4% dos inquiridos, respectivamente, havendo ainda 11.1% que indicou que os medicamentos deveriam ser grátis para os idosos.

Este estudo tem uma amostra de 814 entrevistas e foi realizado no Fonebus da Marktest, tendo a recolha decorrido entre os dias 17 e 20 de Julho de 2007, de acordo com a seguinte a Ficha Técnica. Contacte-nos se pretende mais informações sobre este assunto."